Um ano depois do vexame do VMA, uma capa polêmica e proibida (mas é só Kanye e sua fênix!), um clipe curta-metragem de quase 35 minutos, um bocado de ambição e mais um tantinho de arrogância. É só o Kanye West mais uma vez querendo conquistar o mundo com seu disco novo, que deve sair dia 22, mas vazou há cerca de dois dias.

My Beautifl Dark Twisted Fantasy

My Beautiful Dark Twisted Fantasy chega cheio de pompa e expectativa, depois dos muito bem sucedidos Late Registration e Graduation, que elevaram o rap a outros níveis musicais, e do intimista 808 & Heartbreak. E também, como dito acima, cheio de de ambição. Power é um bom exemplo disso, embalada por sons tribais, sirenes e gargalhadas. O álbum, então, evolui: All of the Lights começa com um interlúdio orquestral e termina com uma faixa fantástica, um quê tropical.

Ainda inquieto o disco prossegue com Monster e So Appalled, orquestras, tensão, beats, samples e muitos “featurings”.

Daí pra frente o disco só peca pela duração das faixas, mas Kanye prepara boas surpresas em cada uma delas (como na quase chatinha Blame Game). É compensador.

E quando o auto-tune parecia derrotado, surge com força em Lost In The World. Mais que isso: um coral de auto-tunes. Mais uma vez a hiper-produção de Kanye deixa a música ótima.

Kanye West conhece o mundo que quer conquistar; mais importante: conhece o som que esse mundo faz. Em My Beautiful Dark Twisted Fantasy dá um passo importante sobre como usá-los. Passo importantíssimo.

Ouve que é ótimo.

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Sufjan Stevens é um sujeito peculiar. Prometeu um disco para cada estado norte-americano; em sete anos foram apenas 2 os contemplados. Lançou seu último álbum há 5 anos, o elogiadíssimo Illinois (ou Come on Feel The Illinoise!). No meio tempo fez trilha sonora, música de natal e um EP (de mais de uma hora de duração…). Passeou por diversos estilos mas sempre cuidou de suas músicas como preciosidades.

The Age of Adz é o esperadíssimo novo disco de Sufjan que deverá ser lançado no proximo dia 12. Vazou há dois dias. Hoje já está em stream oficial pela NPR.

Quem espera o clima quase bucólico e interiorano de Illinois vai se decepcionar. É um disco eletrônico. A primeira faixa, a bonita Futile Devices, apesar de abrir bem o álbum, engana. Apesar de eletrônico, se aproxima pouco de seu segundo disco, Enjoy Your Rabbit, cabeçudo e experimental. Este aqui é bem mais orgânico, mais leve (apesar de denso), quase pop (embora longe disso).

As canções, na maioria, seguem uma linha heróica, misturando melodias e momentos rompantes mais pro fim. Quase tudo sobre uma cama eletrônica primorosamente bem produzida acompanhado de sinfonia e vozes, tudo em harmonia. Vesuvius, por exemplo, consegue soar simples e simpática sobre uma infinidade de sons e barulhos diferentes. I Walked, tocante, com uma belíssima melodia e corais encantadores ao fundo, é outra indispensável

O interessante de Age of Adz é que pode-se sentir referências contemporâneas: em momentos lembra Animal Collective, em outros Radiohead, belisca Joanna Newsom e não é exagero encontrar sopro de of Montreal. Mas Sufjan consegue sintetizar essa geração sem perder a identidade.

O disco termina com a odisséia de 25 minutos Impossible Soul, incluindo um momentinho auto-tune completamente desnecessário. Mas finaliza bem o disco.

Então ouve, que é excelente.

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O Belle & Sebastian anunciou há alguns meses esse Write About Love, o oitavo da carreira. Divulgaram uma capa que seria lindíssima, mas depois trocaram por uma capa… normal, igual às outras da banda.

Agora é hora de conferir se o conteúdo fazia mais jus à primeira ou à segunda capa. Vazou o disco, que será lançado dia 12 de outubro, há cerca de dois dias.

O Belle & Sebastian traz mais uma coleção de músicas tão calorosas, tão acariciantes como (quase) sempre.
A já conhecida I Want the World to Stop é uma dessas belezuras, um dos destaques do disco. Little Lou, Ugly Jack, Prophet John, apesar da participação de Norah Jones (ou por causa disso) não repete o sucesso. É até bonitinha, mas não é memorável.

A outra participação, da atriz Carey Mulligan, é bem mais interessante em Write About Love, a sétima faixa. O disco termina com a bela Sunday’s Pretty Icons.

O álbum não traz muita novidade mas isso não importa muito. No caso de Belle & Sebastian, sendo como eles são, está de bom tamanho. Diferente do anterior, Life Pursuit, como um todo o álbum é bem calmo, mas não chega a ser aborrecido. Cumpre bem o seu papel, consegue ser agradável, nada revolucionário mas elegante.

Ouve que é ótimo.

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O Weezer se tornou uma banda lendária. Alguns ainda buscam por aqueles sons do meio da década de noventa (Blue e Pinkerton). Do Green Album em diante aquele velho Weezer foi morrendo, sendo enterrado a partir de Make Believe. Ninguém mais conseguiu encontrar novos indícios de que aquela banda ainda existe.

Cinco álbuns se passaram até que Hurley foi anunciado há pouco tempo, será lançado no dia 14 de setembro e vazou há dois dias, sendo disponibilizado no myspace da banda ontem.

herley weezer

A capa bonachona e o título nonsense (sim, o cara do Lost) parece indicar mais uma piadinha de mal gosto do Weezer (como foi Raditude). Surpreendentemente não: como disse acima, o velho Weezer é morto e sepultado, não falemos mais nisso; o novo Weezer é simplesmente rock descompromissado (quer descompromisso maior que essa capa? Quase descaso), catchy, bem pop. No disco novo é assim e não chega a ser constrangedor como têm sido nos últimos discos. O que é um belo indicativo.

Hurley é bom de se ouvir, bastante homogêneo, menos “experimental” (convenhamos, a experimentação e a audácia de Raditude era digna de, sei lá, uma Ivete Sangalo) e menos fútil também, rock mais simples. E melhor. Talvez se aproxime do álbum verde.

Memories inicia bem o disco, Time Flies faz um bom encerramento e lá pelo meio a coisa também não decepciona. Poderiamos dizer que Hurley finalmente consolida o Weezer como pop-rock e deixa finalmente a velha banda descansar em paz em seu sono eterno.

Ouve lá, que é bem bom.

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Os Klaxons apareceram em 2007 com o disco Myths of the Near Future, disco bastante bom (indicado exageradamente como disco do ano pela New Musical Express) que lançou a New Rave, pseudo-movimento musical que juntava o punk com festa eletrônica, a guitarra com o neon.
Passou. O “movimento” teve Klaxons e talvez mais um ou outro grupo. A própria banda não reconhecia a onda, e diz que inventou o termo apenas numa piada.

Pode ser que não se esperasse muita coisa. Amados por uns, odiados por outros (ora, há perigo de eles terem sido embriões visuais do Restart, Cine ou outra banda rock-arco-íris de hoje) ou menosprezados por outros, os Klaxons foram tidos com certa desconfiança sempre.

New Rave ou não, o segundo disco era esperado, ainda mais porque a banda não lançava nada desde 2007 e pelo adágio de que um álbum inteiro foi rejeitado pela gravadora por ser pesado demais.

Hora de ouvir o que a gravadora queria antes da hora que a gravadora queria (23 de agosto). Vazou ontem o Surfing the Void.

surfing the void

Algumas músicas são simplesmente ruins. Em algumas músicas, algumas passagens são ruins. De maneira geral, parece estar buscando algo que não se é e não se alcançará. Mais ou menos como a capa, talvez o disco não deva ser levado a sério. É repetitivo, melódico demais, o mesmo tom de voz em quase todo o refrão. E são muitos os refrões.

A já conhecida Echoes é um destaque, bastante redondinha. Surfing the Void, a terceira do disco, também pode empolgar.

Flashover, também já conhecida, pode ser um olhar para trás, mas acabou a inconsequência, a lisergia deixou os pés no chão, a rave ficou pra trás. Pelo menos eles continuam não falando de amor.

Ouve, mas não chega a ser bom.

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Interpol, banda nova-iorquina de pós punk, que se destacou no início da década, com melodias cortantes, guitarras pungentes e um baixo poderoso. Se não conhece ainda, tá mais que na hora.

Interpol, disco que foi anunciado em maio e deve ser lançado dia 7 de setembro. Sucessor do (para alguns duvidoso) Our Love to Admire, de 2007 e último disco com a participação do já histórico Carlos D. Já havia sido disponibilizado via streaming e após via webrip, mas com qualidade sofrível. Agora sim, pode ser ouvido, já que vazou de novo, há dois dias, dessa vez em qualidade decente. Se não ouviu ainda, aqui está oportunidade.

interpol 2010

O disco se afasta do caminho apontado por Our Love To Admire. De fato se aproxima bastante de Turn on the Bright Lights, como eles mencionaram, mas é mais frio que o clássico de 2002.

É um disco preciosista. As camadas de sons são várias, os detalhes são muitos. As audições sucessivas revelam surpresas. As guitarras e o baixo voltam ao primeiro plano, bastante inspirados, o que certamente agrada a todo mundo.

“Memory Serves” exagera na melancolia, o que (ainda bem) não predomina no disco. “Lights” e “Barricade” são singles que não têm a força de uma “Heinrich Maneuver”, “PDA”, “Evil” ou “Slow Hands”, mas são ótimos representantes do álbum, que, de maneira geral, é equilibrado e sisudo como a banda.

Denso, obscuro, sem a elegância dos dois primeiros discos, mas sem dúvida mais um grande trabalho da banda.

Ouve, que é ótimo.

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Há muito não escrevia por aqui. Especialmente pro Vazou!, um pouco por falta de vazamentos importantes (depois de uma época turbulenta de discos vazados em abril e maio), um pouco por preguiça falta de tempo. A gente pode lembrar do disco da M.I.A que saiu esses dias, talvez tenha sido o mais relevante (não exatamente o disco, que não é muito bom).

Mas os bons dias voltaram e estamos prestes a alguns dos lançamentos mais importantes do ano: Klaxons, Interpol, of Montreal e, principalmente, Arcade Fire, a banda mais cultuada do indie atualmente. Vazou The Suburbs, o terceiro disco do grupo canadense.

suburbs

Tudo começou com uma carta no site oficial, dizendo ter 2 músicas, um single. Ok, Month of May e The Suburbs foram reveladas. Dias depois (em junho) eis a notícia: um disco novo (esperado há praticamente 3 anos, desde o lançamento de Neon Bible em 2007) pra logo, bem logo (02 e 03 de agosto). Depois: 16 músicas (!!). Depois: 8 capas (ok, praticamente iguais). Depois: um vazamento falso. Depois: uma crítica da BBC que o comparou ao OK Computer, o hiper-clássico do Radiohead, achando-o melhor. Isso tudo foi atiçando os ouvidos famintos da poesia, das angústias e da beleza do som do Arcade Fire. Ontem, enfim, vazou o disco.

O início é familiar, com a bela The Suburbs, ditando a saga do disco: uma viagem sentimental e reflexiva pelos subúrbios, mais ou menos como uma enorme metáfora para o mundo e para a vida. É um passeio mais fácil do que o apocalíptico de Neon Bible, e um pouco mais racional que o clássico Funeral, mas que exige algum tempo e novas audições para ser bem digerido, musical e liricamente.

Modern man, fantástica, lindíssima, intensa e tocante, é uma das faixas que traz o Arcade Fire clássico. Mas as surpresas ficam por conta dos sintetizadores, discretos e submersos entre violinos, contrabaixos, e guitarras de Half Light II, e predominante em Sprawl II, onde consegue uma bela harmonia com o preciosismo da banda e a voz de Régine Chassagne. Nos anos 80 seria um clássico.

City With No Children traz um quê de Bruce Springsteen (guardadas devidas proporções). Já Half Light I é fantasiosa e etérea.

O vocal de Win Butler continua eficiente, sem muita novidade mas versátil (ouvir Suburban War e Month of May na sequência pode ajudar a entender). A banda continua sublime.

Apesar de petardos como Deep Blue e We Use to Wait, os momentos finais do disco, que tem uma hora e três minutos de duração, são menos intensos, mas não chegam a macular o álbum.

Não há o que se questionar quanto a maturidade musical do Arcade Fire — isso talvez desde o primeiro disco –, mas se tratando de uma grande banda indie a cobrança é forte, as responsabilidades são maiores. The Suburbs é um grande disco, mas talvez fosse mais festejado se fosse de outra banda. Em se tratando de Arcade Fire pode desapontar alguns.

E depois de uma hora de audição, Win Butler diz: “If i could have back all the time we wasted I don’t wanna waste it again… if i could have it back, you know i’d love to waste it again…”. A segunda opção é a mais correta, será sempre bom gastar essa hora novamente.

Ouve, é excelente.

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Os últimos dias têm sido agitados com um número absurdo de vazamento de disco, pra terror das gravadoras. Bem, nem todos aqui são vazamentos (Gogol Bordello é, digamos, um vazamento oficial).Tem pra todos os gostos? Não, acho que não, mas tão aí seis discos interessantes.

The National – High Violet

Lançamento: 11 de maio

Os aclamados pela crítica e nem tanto assim por público do The National vem com um álbum elegante, competente e absolutamente memorável. Detalhes, preciosismos, melodias e o vocais irreprensíveis. Bonito, denso e emocionante.

Destaques: Anyone’s Ghost, A Little Faith, Conversation 16, England

Ouve que é excelente.


Delta Spirit – History From Below

Lançamento: 8 de Junho!!

Eles surgiram com o ótimo Ode To Sunshine em 2007. Folk-rock-blues de primeira. O segundo álbum aperfeiçoa a arte: os vocais rasgados e as melodias empolgantes continuam, mas melhores.

Destaques: Bushwick Blues, White Table, St. Francis, Ballad of Vitaly

Ouve que é muito bom


The Black Keys – Brothers

Lançamento: 18 de maio.

Eles fizeram um clipe simples e incrivelmente divertido. De fato, nesse álbum os Black Keys estão mais divertidos (apesar das baladonas cortantes lá do final do disco), menos psicodélicos e fechados do que no anterior. Mas as guitarras pungentes, os ares anos 60 e o blues rockeiro continuam lá. Bom pra quem acha um saco a música atual (cheia de bits e barulhinhos).

Destaques: Tighten Up, Next Girl, Ten Cent Pistol.

Ouve que é ótimo.


Foals – Total Life Forever

Lançamento: 10 de maio.

Já quem gosta de música anos 2000 deve estar esperando mais por esse álbum aqui, o segundo da hypada banda inglesa de eletro-rock minimalista (ou math-rock, como alguns dizem). É um disco mais denso e maduro que o primeiro, mais homogêneo talvez. Mas não chega a ser exatamente melhor. “This Orient” é uma surpresa que mostra que Foals mais simples pode soar melhor. No mais não há mais porque chamar o som dos caras de matemático. É pop. E só.

Destaques: This Orient, Blue Blood, Total Life Forever

Ouve que até que é bom. Mas não é indispensável.



Band of Horses – Infinite Arms

Lançamento: 18 de maio.

Começa pela capa cafona (como sempre). Termina nas 12 faixas de Infinite Arms. Band of Horses não é nada mais que Band of Horses. O disco não traz quase nada de novo pra banda: é aquela baladinha indie meio folk inofensiva que quem ouviu uma vez já se acostumou. Não deixa de ser gostoso de ouvir, mas só uma vez a cada 2 meses.

Destaques: Compliments, Dilly

Ouve se for fã.



Gogol Bordello – Trans-continental Hustle

Lançamento: 27 de abril.

Festivo, cigano, nômade, é assim o som do Gogol Bordello. Nesse disco novo não é diferente. Destaque para os ares, os versos e as caipirinhas brasileiras em “In the Meantime In Pernambuco” e “Uma menina”. Não achei nada tão bom quanto “Wonderlust King” do último disco, mas esse aqui vale a pena.

Destaques: When Universes Collide, Uma menina, In The Meantime In Pernambuco,

Ouve que é divertido.

Certa vez James Murphy, a cabeça do LCD Soundsystem, disse que o próximo disco seria o último da banda. Também disse que ele seria o melhor disco da década. Duvido de ambos, mas é hora de tirar pelo menos uma das dúvidas. Acabou de vazar o disco que vai ser lançado daqui um mês ainda, e que causou certa comoção no twitter, deixando o termo “LCD Soundsystem VAZOU” em primeiro no Trending Topics Brasileiro (ok, só ficou em primeiro porque o pessoal fez piadinha com aparelho de televisão…).

This Is Happening

“Dance Yrself Clean” é um épico de 8 minutos e 58 segundos. Começa calma, silenciosa, mas o minuto 3 em seu oitavo segundo dá uma das viradas mais legais do pop nessa década. E os seis minutos restantes vão assim, eletrônicos, dançantes, vibrantes. Boa demais! “Drunk Girls” é aquele hino instantãneo que a gente já conhece. “One Touch” é o que é o LCD Sounsystem, indie, festivo, eletrônico e, de certa maneira, intrigante. Com essa tríade incrível inicia This is Happening.

Quando é melódico (“All the Time”), dançante (“I Can Change”), gingada (“Pow Pow”), Murphy acerta sempre. O cara não experimenta; ele sabe. Sabe muito bem o que, como e quando fazer, o que misturar, que som usar. Sabe como fazer um disco foda, completamente foda!

Se é o melhor da década eu não sei. Se é o último da banda então foi muito bem aproveitado e fecha a historia com chave de ouro.

Ouve agora, que é excelente.

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Vionte e dois dias antes de ser lançado oficialmente, vazou o esperado, muito esperado disco do coletivo canadense Broken Social Scene.

Forgiveness Rock Record

Há cinco anos sem lançar discos, o Broken Social Scene, uma das mais festejadas bandas indie, voltaram. E com pompa e responsabilidade.

O primeiro destaque vai, claro, para a fantástica “World Sick”. Em seguida logo vêm “All to All” e “Chase Scene”. São três músicas bem diferentes, mas que mostram bem o espírito da banda.

“Art House Director” traz algum alívio pros saudosos das batidas abrasileiradas da banda. Mas é mais que isso, um musicão e tanto. Já “Ungrateful Little Father” traz o lado energético melódico experimental da banda. A bonita “Meet Me in The Basement” segue a mesma linha. Mais tarde a incrível “Romance to The Grave”.

Forgiveness rock record é o que o título sugere: um álbum terno, caloroso, alegre e positivo. Vocais, instrumentais, arranjos, tudo funciona muito bem e em harmonia. Sons memoráveis e rock competente, como sempre.

A impressão que deixa é que a banda fez a coisa certa na hora certa, e só gravou esse disco quando teve certeza de que tinham algo bom, muito bom pra tocar e cantar. Cinco anos bem investidos.

Ouve, é excelente.

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