Problemas Reais.*

Beber mais uma ou parar por hoje? Trair ou manter a fidelidade? Casar ou comprar uma bicicleta? Dúvidas tão amplas quanto banais assombram Vincent, o protagonista do inusitado e surreal Catherine. Tais adjetivos, aliás, dizem pouco sobre o jogo: com narrativa típica dos desenhos animados japoneses, temas adultos (sexo faz parte do pacote) e temperado por quebra-cabeças complexos, esta definitivamente não é uma experiência casual qualquer.
A intenção de Catherine é confrontar o jogador com questões de cunho moral e forçá-lo a lidar com as consequências de suas escolhas. Durante o dia, Vincent gasta tempo bebendo, jogando conversa fora e trocando mensagens de texto cínicas com a namorada (ou flertando com a nova e misteriosa amante – a tal Catherine que dá nome ao jogo). De noite, a ação é direcionada para o mundo dos pesadelos do rapaz, aonde a ação realmente acontece. Nesse ambiente onírico, o herói, abalado por crises de consciência, encarna uma ovelha (!) e precisa resolver puzzles para sobreviver a mortes sangrentas e dolorosas. O nível de dificuldade aumenta a graus extremos à medida que nos aprofundamos no inconsciente de Vincent – os desafios logo se tornam impossíveis, criando um pertubador contraste com os aparentemente simples dilemas experiemtnados à luz do dia. Dada a complexidade das discussões colocadas na bandeja, Catherine se revela o videogame ideal para homens e mulheres experimentarem juntos: além de desafiar e divertir, também ajuda o casal a pensar na vida a dois.
*texto, retirado na íntegra, da revista Rolling Stone, ed. 60.
O mundo acabou! Que bom!!!
Não sou pessimista, pelo contrário. Esta é só uma constatação: o mundo acabou! Claro que outro começou no lugar daquele velho defunto e a maioria nem percebeu.
Sempre foi da natureza humana a organização em grupos com interesses afins e as ferramentas da internet que chamamos de “redes sociais” potencializaram essa tendência. Estamos tecendo redes com tamanha desenvoltura que nem percebemos o quanto esse movimento é “evolucionário”, apesar de todos os narizes torcidos da velharada que acha que na internet só tem bobagem e sacanagem.
O filósofo Vladimir Safatle, num texto publicado na Folha de S.Paulo (republicado aqui), lembra da frase de Maria Antonieta: “aqueles que não percebem o fim de um mundo são destruídos com ele”. Acredite: tem um monte de gente morrendo neste mundo sem perceber.
Em Londres um grupo considerável de arruaceiros resolveu radicalizar os protestos contra a morte de uma pessoa pela polícia. Aproveitaram a rede, é verdade, para se organizar e tocar o terror. As autoridades ficaram paralizadas com tamanha violência e só agora, depois de vários dias, o primeiro ministro resolveu retornar das férias…
Mas a sociedade, não. Os londrinos deram sua resposta e criaram diversos serviços de organização para limpar a bagunça que os arruaceiros deixam para trás (@RiotCleanup e FaceBook). Um cidadão do interior achou bacana e resolveu criar uma página. Registrou o domínio e, em poucas horas, estava no ar o RiotCleanUp.co.uk. Como cereja no bolo, o Tumblr foi usado para criar uma rede de deduragem para postar fotos dos monstrengos chamada “Catch a Looter” (algo como pega o ladrão).
Alguém duvida que o mundo acabou? OBA estamos vivos para ver \o/
Com informações de: Mashable.
MAC é computador, museu, sanduíche e uma famosa marcas de cosméticos. A M.A.C cosmetics! Que além da maquiagem de qualidade superior, é super famosa por suas campanhas “giving back”, ou seja, retorno. São pelo menos seis linhas diferentes de “ações sociais” em prol da comunidade.
Toda e qualquer embalagem da marca vem com o recadinho: “back 2 mac”. Esse é o slogan da campanha de reciclagem. Subentende se que você pode retornar todas suas embalagens do papel ao vidro para as lojas da marca. Parece sensacional, né? Uma estratégia de fidelização muito bem bolada onde você devolve lixo, ganha pontos e vira cliente eterno. ”Por que nós compartilhamos o seu envolvimento com o meio ambiente”…
Na verdade eles estão se lixando para as embalagens de papel, só aceitam as embalagens plásticas e de seis em seis. Ah! Você ganha um batom. Ridículo. Pode bradar que “Pelo menos eles fazem alguma coisa”, continua ridículo. Se não é pra devolver o papel nas lojas não escreva em todas as caixas “back 2 mac”.
Mais do que isso o atendimento das lojas deveria estar mais preparado para explicar as campanhas, ao invés de enxotar o cliente com seu “lixinho”. Lixo que significa que ele é consumidor da própria M.A.C. Enfim, decepção com a marca. A maquiagem é fantástica, mas a filosofia é vaga. Podem guardar as tesouras, eu sei que a marca tem outras iniciativas sociais. A ação em questão é UMA.
Não sou um eco chato exemplar, mas faço a minha parte na medida do possível. Adapto a minha rotina, me interesso pelo real alcance das coisas. Sem exageros, nem desmerecimentos. Quase toda empresa que se preze já tem um mote verde… E?! E nada. A maioria delas não faz muito além de propaganda. Enganosa. Mas vira e mexe nos pegamos curtindo alguma nova onda verde. Você sabe qual a real cor das suas ondas?
Quando tive a idéia de traduzir, adaptar e postar aqui um artigo sobre a evolução da forma como interagimos com as pessoas e com as informações a nossa volta, me lembrei quase que instantâneamente de uma imagem que havia visto antes. Na mesma hora procurei, mas não encontrei no micro que estava utilizando, mas sabia que tinha ela salvo em algum lugar.
Eis aqui a imagem que reflete muito bem o artigo.

Infelizmente não consigo mencionar quem foi que criou, mas deixo aqui espaço aberto para receber tal informação.

Já parou para pensar em como você se relacionava com as pessoas há 8, 10 anos atrás? Como seus tios faziam amizades? Se cada amigo seu fosse uma figurinha em um álbum, baseado no país em que mora, sua coleção teria com muita sorte umas duas figurinhas.
O mesmo pode se dizer de nosso entretenimento.
Encontrei dia desses um artigo muito interessante que mostra como a humanidade se conectava, como interagia e como eram as suas relações interpessoais.
O artigo nós leva em uma viagem no tempo há 210 anos atrás e 10 anos no futuro. Trago aqui uma versão resumida, de livre tradução e observações particulares do artigo. O original pode ser lido aqui.
1800 – o mundo acontece lá fora.
Aqui toda e qualquer expressão como boca-a-boca, cara-a-cara, presencial, são todas literais e muito reais.
A única forma de se fazer visto, de saber das novidades, de vender ou comprar um produto era saindo de casa e encontrar com outra pessoa em um local.
1900 – Leia tudo, mas tudo que ELES escrevem.
Os jornais e revistas regem este período. As pessoas poderiam saber o que acontecia em locais aonde elas nem mesmo poderiam imaginar em ir um dia. Claro que com um certo atraso e uma certa demora, e principalmente da forma e maneira que os publishers queriam.
Mas sair de casa ainda era preciso, porém com uma única saída você poderia ficar por dentro de tudo, lendo um jornal ou revista. Considera-se esta uma das primeiras grandes evoluções nas relações entre as pessoas e a informação.
1960 – Live.
O jornais dominam toda propagação em massa de informação, porém em 1920 ainda, o mundo conhece o rádio. Era possível ouvir uma pessoa a distância. Melhor ainda. Era possível ouvir uma pessoa ao vivo. Era o início de boletins e cobertura de eventos em tempo real.
O rádio ao vivo junto com o jornal, torna-se em 1960 a grande fonte do saber. Era o mundo ao vivo. O rádio trazia o imediatismo para dentro das casas e estabelecimentos comerciais, e o jornal complementava de forma mais detalhada aquelas informações.
1990 – Ouço e vejo.
De 1960 a 1990, um grande salto acontece na vida das pessoas. A TV chegou!
Com uma velocidade incrível, a televisão rapidamente se torna a mídia mais consumida. Agora as pessoas não só ouviam, mas também viam a informação. Com toda certeza, deveria ter sido uma experiência incrível.
Entre as décadas de 70 e 90 começa a acontecer a crise dos jornais. Imaginem só. Os jornais literalmente apanham desde os anos 70 e hoje continuam chorando. Sinceramente não consigo acreditar que isso não passa de puro conformismo e completa e total falta de real interesse em representar seu papel na essência de sua existência.
Se os jornais realmente fizessem seu papel, se fossem tocados como veículos de informação, de inclusão e de poder de voz do povo e não do bolso de seus donos e muito menos como palanques, talvez não estivessem os jornais tentando culpar o Google News como um dos motivos de sua decadência nos dias de hoje.
1998 – O amanhecer da Internet.
Em meio a toda corrida pela audiência entre os jornais, rádios e emissoras de TV, começa a surgir de uma forma mais massiva a Internet.
Não que ela tenha sido criada em 1998, mas é neste período que a Internet deixa de ser algo apenas de geeks e laboratórios escuros e cheios de fios. A expressão, “toda empresa precisa ter um website” começa a ser cunhada.
A utilização não era tão maciça como nos tempos de hoje, mas as pessoas já percebiam que aquilo era o futuro.
Outra percepção clara, era de que com a Internet os papeis começavam a se inverter. A informação não trafegava mais em uma via de mão única. As pessoas podiam interagir com a informação. Concordar, discordar, replicar e principalmente gerar a informação.
2004 – Eu sei o que quero.
Os jornais e TV´s ainda dominam as fontes de informações, mas o novo mundo é on-line.
Alguns apontam que neste ponto, alguns problemas como sobre carga de informação começam a acontecer.
Quando os jornais imperavam, tinham que escolher o que queríamos ler. Com a Internet, tínhamos que escolher o que não queríamos ler. Pela primeira vez as pessoas perceberam que não estava sendo possível consumir o conteúdo que era gerado.
Justamente devido a grande possibilidade de escolha é que começa a se destacar aqueles que realmente sabiam fazer a coisa certa e não necessariamente aqueles que tinham mais poder.
Também em 2004, o mundo começa a entrar em contato com o que hoje, é um dos termos mais falado, lidos, tageados e discutidos. As redes sociais ou sites de relacionamentos.
Particularmente prefiro o termo redes sociais, afinal site de relacionamentos ainda remete a sites de namoros, que tiveram uma época de ouro na Internet.
Juntamente com a expansão do networking surge também os primeiros blogs e as primeiras possibilidades de comentar o conteúdo. Isso tudo sem necessariamente ter conhecimento técnico de linguagens de programação nem códigos cabeludos. As ferramentas permitiam que basicamente qualquer pessoa com o mínimo de familiaridade com um computador pudesse em pouco tempo ser fonte de informação.
A possibilidade de gerar informação não estava mais somente nas mãos de “profissionais”, agora você já gerar e multiplicar sua informação.
2007 – Eu também.
Pela primeira vez a TV não é mais a maior fonte de informação. Isso porquê as pessoas já não queria mais saber da notícia simplesmente ao vivo. As pessoas querem saber dos acontecimentos de sua rede ao vivo.
Precisamos saber o que as pessoas fazem. Queremos que nossos seguidores saibam o que estamos fazendo. E os seguidores de nossos seguidores também.
A vida ao vivo, nunca tomou esta proporção com se vê hoje.
2009 – A comunicação é social.
Cada vez mais as pessoas deixam de ver TV, principalmente para se informar. As redes sociais cada vez maiores são consideradas as principais fontes de informação.

Foi justamente do ferry boat ao ldo do Airbus que os primeiros tweets foram sendo publicados.
Um clássico exemplo, é a história do pouso do Airbus no rio Hudson, em Nova York. Quase que instantaneamente após o avião pousar no meio do rio, já havia tweets publicados trazendo informações on loco do ocorrido. A mídia de massa demorou muito mais que os internautas para gerar algum conteúdo sobre o caso.
Isso sem contar os inúmeros casos de total falta de cobertura da mídia de massa em alguns acontecimentos. Falta de interesse não por se tratar de um acontecimento de pouco interesse para os ainda telespectadores burros da TV mastigada e vomitada, mas falta de interesse por ser tratar de acontecimentos que colocam as relações obscuras entre donos de veículo de mídia e o poder público ou grandes anunciantes.
Não teria exemplo melhor do que o último eventos criado, gerado, difundido e divulgado na web como o do ato Fora Gilmar. Este evento simplesmente não aconteceu na Globo, na Folha (que aliás também foi alvo de outro fantástico e bem sucedido movimento social) e outros grandes veículos.
Mas é graças a forma como nos interagimos hoje, o Fora Gilmar foi lido, ouvido, visto por milhões de pessoas pelo mundo. Pessoas essas que são muito mais ativas, pensantes e inteligentes do que os telespectadores burros de mídia de massa.
2009 ainda está em curso e é com muita satisfação que digo: não decore tudo isso, pois amanhã vai mudar.
2010 – O tradicional já era.
Eu defendo e não tenho o menor receio de torcer para que o jornal acabe. Pelo menos na forma como é feito hoje. Não sou contra o papel, não quero desemprego em massa. Eu quero sim que cada um possa gerar seu próprio jornal e para os amantes do papel eu quero que eles possam escolher o que querem, passem em uma impressora disponível a qualquer um nas calçadas e gere ali mesmo, na rua, sua própria edição do dia.
Não quero que um executivo me cobre para poder ler seu jornal velho e cheio de publicidade que somente ele ganhou por ela.
Eu já estou fazendo o favor de ler o que o tradicional jornal me mostra de forma atrasada. Sou obrigado a ser impactado por publicidade que não escolhi e que somente o dono do jornal ganhou algo. E ainda tenho que ficar filtrando o que não quero ler? Deveria ser pago para fazer isso e não pagar por isso!
Em que ponto você está?
Eu não estou em 2010, mas posso afirmar que hoje acesso uma quantidade muito menor de fontes de informação.
Hoje me informo cada vez mais com sites fora da mídia de massa. Blogs, coletivos, perfis no Twitter, podcasts, Youtube e Wikipédia formam a base de minha fonte de saber hoje.
Globo.com, Terra, UOL, Folha, SBT, só muito de vez em quando e com toda moderação. A não ser quando eu quero sacanear alguma pseudo-miojo-celebridade, ai não tem como. Para pegar e espalhar aquele vídeo da ex-bbb caindo, não uma mas duas vezes, como uma jaca podre e ainda colocar a culpa em um inocente e inerte tapete a metros de distância, só acessando a Globo.com.
Uma das coisas mais chatas de morar em cidades grandes é que 90% dos eventos que você achava imperdíveis quando morava no interior, e ficava se lamentando de não ter na sua cidade, passam batido no seu dia a dia. Mas também são eles, os eventos, uma das coisas mais legais! Parece confuso?!
Você não tem grana, ou tempo, ou se perde na vasta gama de programações mesmo, e acaba perdendo o show daquela banda que você gosta tanto… Mas descobre que a banda que tocou no fim de semana por 200 mangos vai dar uma canjinha free durante a semana no vão do museu, numa praça qualquer…
Mais do que isso! Você sai de casa rumo ao banco e é atropelado pelo Zumbi walk, na volta do salão depara se com o Nude riders, entra numa feira e descobre que tem final do campeonato de cosplay nacional. Tem uma migo que vai te chamar para a Verdurada, outro pro show free do Andrea Bocelli, e por fim você nada em uma gama de acontecimentos alternativos!

De alguns você participa acidentalmente, para outros você consegue programar sua agenda. Desde shows importantes até flash mobs interessantíssimos. A meta era começar relatando o No Pants SP, flash mob que rolou ontem na linha verde do metrô em Sampa… Para discutirmos juntos a ‘validade’ desses projetos. Mas por motivos de desencontros de horário o No pants não foi alcançado. (Ei! Pode tirar esse sorriso da cara e guardar no bolso a piadinha sobre as pernas curtas!)
Este fim de semana tem show do B52′s que infelizmente não dá para ir ($$) e ainda não descobrimos uma possível canja. Nosso próximo evento agendado é a Verdurada … Hey ho let’s go! Do you come with me?

















