Descabelado, uma beca fina, um sorriso risinho. O sotaque, o tom a da voz, uma pontualidade sonora. Ou seja, um inglês! Sir Paul McCartney entra no palco e esbanja um carisma duro, faz piadinhas manjadas e toca rock. Simples assim. Como diz um amigo: “ser somente o que se é, simples assim”. E Macca é.
Morumbi lotado, balançando, da arquibancada ao lado de famílias inteiras (sim, havia crianças cantando o rock atemporal e apaixonante dos besouros) a aparente distância do ídolo parecia não existir. Era ele cantando e você extasiado. Impossível não se deixar chorar, arrepiar os pêlos, entoar até as canções que nem te agradam tanto assim.
É rock, um rock que mudou o mundo da música e que continua tão tocante como no dia em foi lançado. Sir P. é uma estrela, um inglesinho Jane Austen, que te carrega para os gramados imaginários em cenas emocionantes. Humilhante. Põe no degrau abaixo outros ícones do rock, da música e do show business.
Fica uma saudade. Uma vontade ver e ouvir todo dia… Enchanté, Sir Paul. Thanks for all. *suspiros*
Momento raposadasuvas: Atire pedras quem quiser… Fico feliz que tenha sido ele o Beatle que eu pude ver, já que não nasci na geração certa… Tenho a sensação de que o John seria um cultizinhoecochatoartistalimite.
O MC anda fazendo bons vizinhos. Não tenham dúvidas.
O mais novo vizinho também vem para fazer barulho e está conseguindo. Bigorna Produções é um coletivo de produção cultural que funciona, sim funciona, por estas bandas de Campo Grande, MS e região. Quem sabe até muito além. Vou deixar que os próprios se apresentem, pois não conseguiria descrever melhor o sentido da coisa do que o texto que encontrei no site deles.
Se ligue, siga, acompanhe. Vá atrás deles meu. Site + Twitter.
Considerando que Campo Grande(MS) está longe de ser uma potência no famigerado “circuito independente”, nossa intenção é organizar a bagunçada produção cultural independente sul-matogrossense. Juntando as bandas, o público, bares e produtores, todos com o objetivo de fazer rock.
Desculpe-nos a pretensão, mas estamos cheios de boas intenções. Porém o inferno também está…
Mas não dizem que rock é tudo coisa do diabo mesmo?!

Acordei hoje com saudades do Albano Franco.
Quem não se lembra dos inúmeros shows que aconteceram naquele local. Muitos, e o que é mellhor, muitos shows bons.
Não sou um senhor e estou longe disso, mas eu me lembro com um certo saudosismo um show em particular.
Peraí, vou soltar o play e deixar rolar nada mais nada menos que Camisa de Vênus.
Sim, não teria som melhor para me acompanhar enquanto escrevo este post.
Tudo se completa, a saudade do Albano Franco e o fato de ter sido o show do Camisa de Vênus, o melhor show que já presenciei em Campo Grande, na minha humilde opinião claro.
Em uma única noite, lá no Albano Franco, subiram no palco: Marcelo Nova – sim ele é o pai da VJ Penélope Nova – e sua trupe, Ira! e Ultraje a Rigor.
O resto é resto. Vou deixar vocês em paz. Chega de escrever por hoje.
Vou aumentar o volume e fingir que por 1 hora o Albano Franco ainda existe e é aqui na minha sala.





