Um dos mais caóticos trânsitos do hemisfério sul.
Foi tudo muito rápido.
Sexta-feira chuvosa de 8 de janeiro de 2010. 16 horas e 42 minutos.
Região oeste de São Paulo.
Um estrondo, seco e contínuo.
Acelerações intermitentes de um veículo.
Me viro para a cena.
Um ser humano esmurrando o capô de um veículo com a máxima força e ira.
Outro ser humano acelera e desacelera o motor engatado contra o “oponente”.
Trinta intermináveis segundos.
Uma guerra entre punhos e pedais.
A cada murro, uma acelerada e o corpo escorrega sobre o capô.
Da parte frontal para a lateral.
O pedal acelera e vai.
Os punhos doloridos também partem.
Sob a chuva.
Todos os presentes, nenhuma reação. Apenas reflexão.
Está demais. Não comporta mais.
Está mais fácil e todos querem o seu.
Saí andando pra esfriar a cabeça.
No trajeto, olhares pasmos, quietos, pensativos.
E eu pensando na minha bike.
Nessa confusão toda.
Será que posso? Se consigo? Se sobrevivo?
Sem resposta.
Infelizmente enfrento.
Isso tudo.
Cansa!
Essa é a chance de você participar do Cowparade 2009. Uma iniciativa promocional do jornal Metro, vai possibilitar que trabalhos enviados possam ser selecionados e expostos naquele que é considerado o maior evento de arte pública.
Participe, faça o download da vaquinha modelo aqui.

Mais informações sobre o Cowparade aqui.
O mundo está tossindo. É aquecimento aqui, nos EUA, no Japão, em todo lugar. E a Secretaria do Verde e Meio Ambiente resolve amenizar a inspeção das motos que circulam em São Paulo.
Piada né?

Fim de féria. Tudo de volta ao normal.
Trampo e rotina são a parte chata, amigos e ócio em casa são a parte boa.
Passei praticamente metade de minhas férias, quinze dias, em São Paulo.
Fui para sair daqui, fugir um pouco.
Poderia até dizer que chegou a ser uma triste escolha, pois hoje quero voltar para Sampa e não posso.
Droga… porque fui deixar minha cabeça conhecer aquilo tudo.
Sanduba de mortadela, poeta.
Fran´s Café, me sinto freguês.
Fnac, think different.
Itaú Cultural, mutante.
Reserva, convidativo.
Paulista, lugar.
Vou sentir saudades. Alias, já estou sentindo.
Saudades de tudo que vi e de tudo que sei que ainda não vi, mas que ali habita.
Acho até que de alguns cheiros vou me lembrar. Cheiros ruins, como o de um taxista que tivemos a infelicidade, ou não, de pegar para nos levar para um shopping.
Até da merda que é ter que caminhar de olho na merda de cachorros deixadas no chão como minas pela total falta de noção da merda de seus donos.
Não importa, oito ou oitenta, para aquele lugar ainda volto.
Metade das férias chegando. Vamos para o segundo tempo!
To embarcando nessa madrugada, de domingo para segunda, para São Paulo. Conhecer, beber, se divertir, fazer os programas mais turista possíveis e depois para descansar vamos para o Guaruja.
Agora vem uma dúvida. O que ouvir?
Bom, no momento estou ouvindo Cartola, acho que já dá pra entrar no clima.
Depois solto um Racionais MC’s, e vou levando até chegar no Supla.
Yeah, papito, São Paulo!
Baixe aqui, Aquela sexta-feira (Supla).




