O mundo acabou! Que bom!!!
Não sou pessimista, pelo contrário. Esta é só uma constatação: o mundo acabou! Claro que outro começou no lugar daquele velho defunto e a maioria nem percebeu.
Sempre foi da natureza humana a organização em grupos com interesses afins e as ferramentas da internet que chamamos de “redes sociais” potencializaram essa tendência. Estamos tecendo redes com tamanha desenvoltura que nem percebemos o quanto esse movimento é “evolucionário”, apesar de todos os narizes torcidos da velharada que acha que na internet só tem bobagem e sacanagem.
O filósofo Vladimir Safatle, num texto publicado na Folha de S.Paulo (republicado aqui), lembra da frase de Maria Antonieta: “aqueles que não percebem o fim de um mundo são destruídos com ele”. Acredite: tem um monte de gente morrendo neste mundo sem perceber.
Em Londres um grupo considerável de arruaceiros resolveu radicalizar os protestos contra a morte de uma pessoa pela polícia. Aproveitaram a rede, é verdade, para se organizar e tocar o terror. As autoridades ficaram paralizadas com tamanha violência e só agora, depois de vários dias, o primeiro ministro resolveu retornar das férias…
Mas a sociedade, não. Os londrinos deram sua resposta e criaram diversos serviços de organização para limpar a bagunça que os arruaceiros deixam para trás (@RiotCleanup e FaceBook). Um cidadão do interior achou bacana e resolveu criar uma página. Registrou o domínio e, em poucas horas, estava no ar o RiotCleanUp.co.uk. Como cereja no bolo, o Tumblr foi usado para criar uma rede de deduragem para postar fotos dos monstrengos chamada “Catch a Looter” (algo como pega o ladrão).
Alguém duvida que o mundo acabou? OBA estamos vivos para ver \o/
Com informações de: Mashable.
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A página, na rede social, terá conteúdo diferenciado do blog. Tudo que rolar aqui vai rolar lá, mas na página do Mondocubano no Facebook terá publicações exclusivas.
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O maior evento da TV Americana é o Super Bowl, o equivalente à final do campeonato brasileiro de futebol. A importância é tamanha que as peças publicitárias são elaboradas especificamente para o jogo.
Os patrocinadores se acotovelam e há 23 anos a Pepsi começou a se fazer presente, gastando zilhões, tanto da veiculação, quanto na produção dos comerciais.
Pois em 2010 a empresa decidiu usar a grana de outro jeito, por sinal, de forma muito mais inteligente e produtiva, como você vê neste vídeo.
Não tem mais jeito. A TV vai seguir a mesma trajetória dos jornais impressos, perder audiência e, por consequência, verba publicitária.
Ao decidir apoiar-se nas mídias sociais para destinar os recursos financeiros, a Pepsi conseguiu a um só tempo, estabelecer uma relação de empatia com o público e colocar os interessados em promover seus projetos para trabalhar em favor da idéia. O mesmo conceito do marketing de rede.
Vai atingir o mundo, enquanto o Super Bowl se restringe aos EUA.
O slogan também é genial: “Você acredita que um refrigerante pode mudar o mundo? Nós acreditamos!”
Estou pensando em usar a idéia por estas bandas. Será que consigo patrocínio?
Quando tive a idéia de traduzir, adaptar e postar aqui um artigo sobre a evolução da forma como interagimos com as pessoas e com as informações a nossa volta, me lembrei quase que instantâneamente de uma imagem que havia visto antes. Na mesma hora procurei, mas não encontrei no micro que estava utilizando, mas sabia que tinha ela salvo em algum lugar.
Eis aqui a imagem que reflete muito bem o artigo.

Infelizmente não consigo mencionar quem foi que criou, mas deixo aqui espaço aberto para receber tal informação.

Já parou para pensar em como você se relacionava com as pessoas há 8, 10 anos atrás? Como seus tios faziam amizades? Se cada amigo seu fosse uma figurinha em um álbum, baseado no país em que mora, sua coleção teria com muita sorte umas duas figurinhas.
O mesmo pode se dizer de nosso entretenimento.
Encontrei dia desses um artigo muito interessante que mostra como a humanidade se conectava, como interagia e como eram as suas relações interpessoais.
O artigo nós leva em uma viagem no tempo há 210 anos atrás e 10 anos no futuro. Trago aqui uma versão resumida, de livre tradução e observações particulares do artigo. O original pode ser lido aqui.
1800 – o mundo acontece lá fora.
Aqui toda e qualquer expressão como boca-a-boca, cara-a-cara, presencial, são todas literais e muito reais.
A única forma de se fazer visto, de saber das novidades, de vender ou comprar um produto era saindo de casa e encontrar com outra pessoa em um local.
1900 – Leia tudo, mas tudo que ELES escrevem.
Os jornais e revistas regem este período. As pessoas poderiam saber o que acontecia em locais aonde elas nem mesmo poderiam imaginar em ir um dia. Claro que com um certo atraso e uma certa demora, e principalmente da forma e maneira que os publishers queriam.
Mas sair de casa ainda era preciso, porém com uma única saída você poderia ficar por dentro de tudo, lendo um jornal ou revista. Considera-se esta uma das primeiras grandes evoluções nas relações entre as pessoas e a informação.
1960 – Live.
O jornais dominam toda propagação em massa de informação, porém em 1920 ainda, o mundo conhece o rádio. Era possível ouvir uma pessoa a distância. Melhor ainda. Era possível ouvir uma pessoa ao vivo. Era o início de boletins e cobertura de eventos em tempo real.
O rádio ao vivo junto com o jornal, torna-se em 1960 a grande fonte do saber. Era o mundo ao vivo. O rádio trazia o imediatismo para dentro das casas e estabelecimentos comerciais, e o jornal complementava de forma mais detalhada aquelas informações.
1990 – Ouço e vejo.
De 1960 a 1990, um grande salto acontece na vida das pessoas. A TV chegou!
Com uma velocidade incrível, a televisão rapidamente se torna a mídia mais consumida. Agora as pessoas não só ouviam, mas também viam a informação. Com toda certeza, deveria ter sido uma experiência incrível.
Entre as décadas de 70 e 90 começa a acontecer a crise dos jornais. Imaginem só. Os jornais literalmente apanham desde os anos 70 e hoje continuam chorando. Sinceramente não consigo acreditar que isso não passa de puro conformismo e completa e total falta de real interesse em representar seu papel na essência de sua existência.
Se os jornais realmente fizessem seu papel, se fossem tocados como veículos de informação, de inclusão e de poder de voz do povo e não do bolso de seus donos e muito menos como palanques, talvez não estivessem os jornais tentando culpar o Google News como um dos motivos de sua decadência nos dias de hoje.
1998 – O amanhecer da Internet.
Em meio a toda corrida pela audiência entre os jornais, rádios e emissoras de TV, começa a surgir de uma forma mais massiva a Internet.
Não que ela tenha sido criada em 1998, mas é neste período que a Internet deixa de ser algo apenas de geeks e laboratórios escuros e cheios de fios. A expressão, “toda empresa precisa ter um website” começa a ser cunhada.
A utilização não era tão maciça como nos tempos de hoje, mas as pessoas já percebiam que aquilo era o futuro.
Outra percepção clara, era de que com a Internet os papeis começavam a se inverter. A informação não trafegava mais em uma via de mão única. As pessoas podiam interagir com a informação. Concordar, discordar, replicar e principalmente gerar a informação.
2004 – Eu sei o que quero.
Os jornais e TV´s ainda dominam as fontes de informações, mas o novo mundo é on-line.
Alguns apontam que neste ponto, alguns problemas como sobre carga de informação começam a acontecer.
Quando os jornais imperavam, tinham que escolher o que queríamos ler. Com a Internet, tínhamos que escolher o que não queríamos ler. Pela primeira vez as pessoas perceberam que não estava sendo possível consumir o conteúdo que era gerado.
Justamente devido a grande possibilidade de escolha é que começa a se destacar aqueles que realmente sabiam fazer a coisa certa e não necessariamente aqueles que tinham mais poder.
Também em 2004, o mundo começa a entrar em contato com o que hoje, é um dos termos mais falado, lidos, tageados e discutidos. As redes sociais ou sites de relacionamentos.
Particularmente prefiro o termo redes sociais, afinal site de relacionamentos ainda remete a sites de namoros, que tiveram uma época de ouro na Internet.
Juntamente com a expansão do networking surge também os primeiros blogs e as primeiras possibilidades de comentar o conteúdo. Isso tudo sem necessariamente ter conhecimento técnico de linguagens de programação nem códigos cabeludos. As ferramentas permitiam que basicamente qualquer pessoa com o mínimo de familiaridade com um computador pudesse em pouco tempo ser fonte de informação.
A possibilidade de gerar informação não estava mais somente nas mãos de “profissionais”, agora você já gerar e multiplicar sua informação.
2007 – Eu também.
Pela primeira vez a TV não é mais a maior fonte de informação. Isso porquê as pessoas já não queria mais saber da notícia simplesmente ao vivo. As pessoas querem saber dos acontecimentos de sua rede ao vivo.
Precisamos saber o que as pessoas fazem. Queremos que nossos seguidores saibam o que estamos fazendo. E os seguidores de nossos seguidores também.
A vida ao vivo, nunca tomou esta proporção com se vê hoje.
2009 – A comunicação é social.
Cada vez mais as pessoas deixam de ver TV, principalmente para se informar. As redes sociais cada vez maiores são consideradas as principais fontes de informação.

Foi justamente do ferry boat ao ldo do Airbus que os primeiros tweets foram sendo publicados.
Um clássico exemplo, é a história do pouso do Airbus no rio Hudson, em Nova York. Quase que instantaneamente após o avião pousar no meio do rio, já havia tweets publicados trazendo informações on loco do ocorrido. A mídia de massa demorou muito mais que os internautas para gerar algum conteúdo sobre o caso.
Isso sem contar os inúmeros casos de total falta de cobertura da mídia de massa em alguns acontecimentos. Falta de interesse não por se tratar de um acontecimento de pouco interesse para os ainda telespectadores burros da TV mastigada e vomitada, mas falta de interesse por ser tratar de acontecimentos que colocam as relações obscuras entre donos de veículo de mídia e o poder público ou grandes anunciantes.
Não teria exemplo melhor do que o último eventos criado, gerado, difundido e divulgado na web como o do ato Fora Gilmar. Este evento simplesmente não aconteceu na Globo, na Folha (que aliás também foi alvo de outro fantástico e bem sucedido movimento social) e outros grandes veículos.
Mas é graças a forma como nos interagimos hoje, o Fora Gilmar foi lido, ouvido, visto por milhões de pessoas pelo mundo. Pessoas essas que são muito mais ativas, pensantes e inteligentes do que os telespectadores burros de mídia de massa.
2009 ainda está em curso e é com muita satisfação que digo: não decore tudo isso, pois amanhã vai mudar.
2010 – O tradicional já era.
Eu defendo e não tenho o menor receio de torcer para que o jornal acabe. Pelo menos na forma como é feito hoje. Não sou contra o papel, não quero desemprego em massa. Eu quero sim que cada um possa gerar seu próprio jornal e para os amantes do papel eu quero que eles possam escolher o que querem, passem em uma impressora disponível a qualquer um nas calçadas e gere ali mesmo, na rua, sua própria edição do dia.
Não quero que um executivo me cobre para poder ler seu jornal velho e cheio de publicidade que somente ele ganhou por ela.
Eu já estou fazendo o favor de ler o que o tradicional jornal me mostra de forma atrasada. Sou obrigado a ser impactado por publicidade que não escolhi e que somente o dono do jornal ganhou algo. E ainda tenho que ficar filtrando o que não quero ler? Deveria ser pago para fazer isso e não pagar por isso!
Em que ponto você está?
Eu não estou em 2010, mas posso afirmar que hoje acesso uma quantidade muito menor de fontes de informação.
Hoje me informo cada vez mais com sites fora da mídia de massa. Blogs, coletivos, perfis no Twitter, podcasts, Youtube e Wikipédia formam a base de minha fonte de saber hoje.
Globo.com, Terra, UOL, Folha, SBT, só muito de vez em quando e com toda moderação. A não ser quando eu quero sacanear alguma pseudo-miojo-celebridade, ai não tem como. Para pegar e espalhar aquele vídeo da ex-bbb caindo, não uma mas duas vezes, como uma jaca podre e ainda colocar a culpa em um inocente e inerte tapete a metros de distância, só acessando a Globo.com.

O título é algo da minha mente, não tem nenhuma referência da parte dos fabricantes. Trata-se do PUMA (sigla em inglês para Personal Urban Mobility and Accessibility).
O Puma é um, ainda projeto, de meio de transporte para até duas pessoas que consegue desenvolver uma velocidade de aproximadamente 56 km/h e percorrer uma distância de mais ou menos 60 km. Isso com uma única carga que custa em torno de U$ 0,35. Isso mesmo, trinta e cinco centavos de dólar.
Desenvolvido pela GM (Genereal Motors) e a Segway, o PUMA aparece no cenário mundial em uma hora muito oportuna, tendo em vista os esforços de combate e a busca de soluções para superar a crise e também o momento de conscientização ambiental que vemos aumentar a cada dia.
A relação do PUMA com o título, pode ser vista em dois pontos principais. O primeiro é o fato de uma das empresas envolvidas ser a Segway, a mesma que já trouxe ao mundo aquela espécie de patinete high-tech (foto).
Outro ponto, é o fato do PUMA trazer em seu projeto, um mecanismos que permitirá que o veículo possa ser localizado. Isso se derá através das redes sociais e serviços de Web 2.0. Será algo como o carro twittar que está indo para o shopping. Também será possível, através da integração do veículo à Internet, localizar locais com vagas livres, rotas alternativas, congestionamentos e uma série de outras possibilidades.

Assista um video aonde pode-se ver o PUMA em ação. Não genial?

















