Live Augmented Reality for National Geographic Channel / UPC from Appshaker Ltd on Vimeo.
A realidade aumentada é apenas uma tecnologia. O que importa é o que você faz com ela, como já diria aquela campanha do Google sobre a internet.
Nos últimos tempos tempos vistos exemplos bem mais avançados de uso de realidade aumentada, em comparação com aqueles que publicamos por aqui há dois ou um ano atrás.
Esse caso de National Geographic mostra bem isso. A tecnologia é a mesma, mas da maneira que foi aplicada cria uma experiência totalmente nova.
Eu pensei que fosse demorar mais… me enganei. Estão aí as interfaces de realidade aumentada, prontas para dar asas à nossa imaginação.
A base pode continuar sendo um livro, até com o cheiro de livro, cara de livro, peso de livro, mas nunca mais vai voltar a ser o que era.
Admito que duvido que alguém faça um filme tão rico quanto foi minha imaginação enquanto lia Vinte Mil Léguas Submarinas (aos 7 anos), mas também acredito que venham a ser criadas formas mais interativas para motivar a imaginação.
O fato é que está aí: os Jetsons estão ficando pra trás e nós ainda estamos aqui o que mostra que o ser humano pode ser, quando usa sua capacidade para a construção, a verdadeira confirmação do infinito poder transformador do Criador!
E se os objetos do nosso dia a dia se tornasse o cenário de um videogame? Já imaginou o Mário pulando do seu teclado para o monitor e desse, para o telefone, desviando da luminária que você tem em cima da mesa?
Claro que você pode pensar em algo mais violento como, por exemplo, uma batalha na sala de sua casa, tendo os móveis como trincheira.
Agora vamos pensar no seguinte: Se isso é possível com um videogame, então deve ser também possível como suporte para uma apresentação. Nada parecido com aqueles aborrecidos slide-show porque, por exemplo, um gráfico pode ser um personagem, com movimento, animação, interação com o apresentador ou com a platéia.
Essa é mais ou menos a proposta de utilização da realidade aumentada que você pode ver no video abaixo.
Livros sempre foram uma viagem ao mundo dos sonhos. Desde minha infância eu prefiro um bom livro num canto quieto do que a balbúrdia dos aglomerados. Sempre foi mais animado imaginar um vôo num balão do que aquelas “bobagens” de pega-ladrão…
O chato é que a ação constante na TV e agora, no computador, acabaram reduzindo o interesse dos jovens e crianças pela leitura. Eu mesmo bem que tentei mas não consegui fazer todos meus filhos gostarem de leitura.
Para quem achava os livros de pop-up o máximo em tecnologia, imagine como me senti com este vídeo.
Eles não chegaram a tempo de incentivar meus filhos, mas quem sabe se meus netos vão se debruçar por horas deliciando-se com livros como este. Detalhe: não falamos só de imagens, mas de sons e cheiros saindo das páginas desse amigo inseparável.
Estou ficando meio repetitivo, não é mesmo? Mas é que não posso deixar de compartilhar algumas novidades, até porque muita gente não tem acesso – ou tempo – a novidades que estão à disposição mas que ainda são consideradas “ficção científica”.
Você já viu o Google Earth e o Maps, com certeza. Então o começo da brincadeira, já conhece. Já deve saber também como funciona o zoom nos mapas e que, em algumas cidades, além da cartografia (o desenho dos mapas), você tem acesso a fotos da cidade e pode “passear virtualmente” pelas ruas.
Vai me dizer que nunca teve vontade de entrar em uma loja ou restaurante daqueles? Bom, agora você pode, especialmente se tiver alguém com uma câmera ligada e geolocalizada, ou seja, um celular.
Como o vídeo está em inglês, vou adiantar algumas coisas para que você perceba o que vai acontecer com a conexão ultra-super-powers-rápida do Google, criando a experiência da realidade aumentada.
Aos 3’15″, aparece uma interessante superposição de imagens, ao fundo a foto do local e exatamente no mesmo lugar, uma foto postada no Flickr (o cartaz diz: Meu pai foi morto por ninjas, por isso eu preciso dinheiro para minhas aulas de caratê).
Logo em seguida outra superposição, demonstrada pelos diferentes horários das fotos do relógio da fachada.
Aos 5’00″ começa a superposição das imagens internas do local com o vídeo ao vivo. É simplesmente maluco.
Ao final da exposição (aos 7″00′), outra surpresa: a transição da imagem 3D para o céu noturno, num mapa astronômico, com a aparência que tem naquele momento. Simplesmente sensacional.
São fascinantes as possibilidades para aplicações desse tipo.
Taí uma idéia que pode ser interessante para minimizar o impacto das tatuagens e, ao mesmo tempo, desenvolver outras possibilidades.
Aos adeptos dos desenhos pelo corpo, que tal a possibilidade de alterá-los ou criar formas de interação?
A visualização não vai ser difícil. Qualquer celular com câmera com certeza será capaz de enxergar sua mensagem.
O uso da informática está se tornando absolutamente natural. Interessante é que muita gente continua se posicionando de forma contrária, sem entender exatamente a razão do preconceito.
Afinal, a enxada em algum momento foi uma inovação tecnológica em relação ao cultivo que se fazia antes de sua existência. O telefone foi, na sua criação, um verdadeiro escândalo (ninguém acreditava que ele seria utilizado. Para que, afinal, alguém perderia seu tempo conversando com outra pessoa que estivesse distante…).
O avanço da tecnologia e principalmente a facilidade de utilização dos dispositivos – e às vezes até a eliminação deles – está transformando nossa vida rapidamente.
Não se trata mais de acreditar se acontecerá ou não. Trata-se somente de estabelecer quando e, acredite, esse quando está muito mais próximo do que você pode imaginar.
Se por um lado a nossa privacidade pode ser um tanto atingida, por outro, imagine vantagens em termos de possibilidades sociais, de redução de utilização de matérias primas, de redução das desigualdades.
Redução de matéria prima significa possibilidade de custos mais reduzidos, de valorização do conhecimento – do raciocínio – das interações sociais. Significa uma vida completamente diferente.
Não é sonho, não. Trata-se de preparar nossas mentes para uma realidade que está à nossa porta. Vamos fazer o melhor uso possível dela.





