Descabelado, uma beca fina, um sorriso risinho. O sotaque, o tom a da voz, uma pontualidade sonora. Ou seja, um inglês! Sir Paul McCartney entra no palco e esbanja um carisma duro, faz piadinhas manjadas e toca rock. Simples assim. Como diz um amigo: “ser somente o que se é, simples assim”. E Macca é.
Morumbi lotado, balançando, da arquibancada ao lado de famílias inteiras (sim, havia crianças cantando o rock atemporal e apaixonante dos besouros) a aparente distância do ídolo parecia não existir. Era ele cantando e você extasiado. Impossível não se deixar chorar, arrepiar os pêlos, entoar até as canções que nem te agradam tanto assim.
É rock, um rock que mudou o mundo da música e que continua tão tocante como no dia em foi lançado. Sir P. é uma estrela, um inglesinho Jane Austen, que te carrega para os gramados imaginários em cenas emocionantes. Humilhante. Põe no degrau abaixo outros ícones do rock, da música e do show business.
Fica uma saudade. Uma vontade ver e ouvir todo dia… Enchanté, Sir Paul. Thanks for all. *suspiros*




