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Misturando os mundos virtual e real – 3
Estou ficando meio repetitivo, não é mesmo? Mas é que não posso deixar de compartilhar algumas novidades, até porque muita gente não tem acesso – ou tempo – a novidades que estão à disposição mas que ainda são consideradas “ficção científica”.
Você já viu o Google Earth e o Maps, com certeza. Então o começo da brincadeira, já conhece. Já deve saber também como funciona o zoom nos mapas e que, em algumas cidades, além da cartografia (o desenho dos mapas), você tem acesso a fotos da cidade e pode “passear virtualmente” pelas ruas.
Vai me dizer que nunca teve vontade de entrar em uma loja ou restaurante daqueles? Bom, agora você pode, especialmente se tiver alguém com uma câmera ligada e geolocalizada, ou seja, um celular.
Como o vídeo está em inglês, vou adiantar algumas coisas para que você perceba o que vai acontecer com a conexão ultra-super-powers-rápida do Google, criando a experiência da realidade aumentada.
Aos 3’15″, aparece uma interessante superposição de imagens, ao fundo a foto do local e exatamente no mesmo lugar, uma foto postada no Flickr (o cartaz diz: Meu pai foi morto por ninjas, por isso eu preciso dinheiro para minhas aulas de caratê).
Logo em seguida outra superposição, demonstrada pelos diferentes horários das fotos do relógio da fachada.
Aos 5’00″ começa a superposição das imagens internas do local com o vídeo ao vivo. É simplesmente maluco.
Ao final da exposição (aos 7″00′), outra surpresa: a transição da imagem 3D para o céu noturno, num mapa astronômico, com a aparência que tem naquele momento. Simplesmente sensacional.
São fascinantes as possibilidades para aplicações desse tipo.
Misturando os mundos: virtual e real-2
O uso da informática está se tornando absolutamente natural. Interessante é que muita gente continua se posicionando de forma contrária, sem entender exatamente a razão do preconceito.
Afinal, a enxada em algum momento foi uma inovação tecnológica em relação ao cultivo que se fazia antes de sua existência. O telefone foi, na sua criação, um verdadeiro escândalo (ninguém acreditava que ele seria utilizado. Para que, afinal, alguém perderia seu tempo conversando com outra pessoa que estivesse distante…).
O avanço da tecnologia e principalmente a facilidade de utilização dos dispositivos – e às vezes até a eliminação deles – está transformando nossa vida rapidamente.
Não se trata mais de acreditar se acontecerá ou não. Trata-se somente de estabelecer quando e, acredite, esse quando está muito mais próximo do que você pode imaginar.
Se por um lado a nossa privacidade pode ser um tanto atingida, por outro, imagine vantagens em termos de possibilidades sociais, de redução de utilização de matérias primas, de redução das desigualdades.
Redução de matéria prima significa possibilidade de custos mais reduzidos, de valorização do conhecimento – do raciocínio – das interações sociais. Significa uma vida completamente diferente.
Não é sonho, não. Trata-se de preparar nossas mentes para uma realidade que está à nossa porta. Vamos fazer o melhor uso possível dela.
Misturando os mundos: virtual e real
Pais e mães não costumam ser muito ligados em tecnologia. Muita gente se irrita com o hábito de ficarmos horas e horas olhando para a tela de um computador, mandando torpedos, olhando a tela do celular ou mexendo na bolinha do BlackBerry.
Quem não passou pela experiência de estar no meio de um papo e ter vontade de dar uma olhada no timeline do twitter pra ver o que está rolando? E pela raiva de ver a bateria do celular acabar no meio de um papo, pela preguiça de ligar o computador para olhar no Google alguma matéria interessante que viu na TV ou a decepção de não estar com a câmera fotográfica naquele exato momento que viu uma super imagem interessante?
A proposta deste maluco indiano, Pranav Mistry, inventor da tecnologia do SixthSense ( Sexto Sentido) acabaria de vez com todos estes problemas de interação. Todo mundo usaria a tecnologia com a mesma naturalidade que se senta à mesa para uma refeição.
O vídeo está em inglês (e ele fala com um sotaque horrível), mas se você colocar as legendas, fica fácil de entender.
Aproveite para imaginar outras aplicações porque, como ele diz ao final, tudo será “open source”.
Eu já fiquei imaginando a economia de aparelhos, de componentes, de recursos naturais, as vantagens para o meio ambiente. Caramba!


