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Beber mais uma ou parar por hoje? Trair ou manter a fidelidade? Casar ou comprar uma bicicleta? Dúvidas tão amplas quanto banais assombram Vincent, o protagonista do inusitado e surreal Catherine. Tais adjetivos, aliás, dizem pouco sobre o jogo: com narrativa típica dos desenhos animados japoneses, temas adultos (sexo faz parte do pacote) e temperado por quebra-cabeças complexos, esta definitivamente não é uma experiência casual qualquer.

A intenção de Catherine é confrontar o jogador com questões de cunho moral e forçá-lo a lidar com as consequências de suas escolhas. Durante o dia, Vincent gasta tempo bebendo, jogando conversa fora e trocando mensagens de texto cínicas com a namorada (ou flertando com a nova e misteriosa amante – a tal Catherine que dá nome ao jogo). De noite, a ação é direcionada para o mundo dos pesadelos do rapaz, aonde a ação realmente acontece. Nesse ambiente onírico, o herói, abalado por crises de consciência, encarna uma ovelha (!) e precisa resolver puzzles para sobreviver a mortes sangrentas e dolorosas. O nível de dificuldade aumenta a graus extremos à medida que nos aprofundamos no inconsciente de Vincent – os desafios logo se tornam impossíveis, criando um pertubador contraste com os aparentemente simples dilemas experiemtnados à luz do dia. Dada a complexidade das discussões colocadas na bandeja, Catherine se revela o videogame ideal para homens e mulheres experimentarem juntos: além de desafiar e divertir, também ajuda o casal a pensar na vida a dois.

*texto, retirado na íntegra, da revista Rolling Stone, ed. 60.

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Aquela rebeldia característica dos jovens está perdendo espaço para os novos velhos. Essa gente resolveu ser “do contra”.

Detesto essas expressões politicamente corretas. Para mim, “terceira idade” ou “melhor idade” são quase xingamentos. Bom mesmo é ser velho, principalmente se você consegue ser um novo velho.

Outro dia o Lupa publicou o vídeo da velhinha de 91 anos que comprou o seu primeiro computador: um iPad (veja AQUI). Deu uma puta lição em muito jovem-velho que se orgulha de não saber “ligar um computador”.

Hoje eu trago um vídeo emocionante – enviado pela Regina – de uma companhia de teatro inglesa, cujos integrantes têm mais de 60 anos. Ninguém está nem um pouco preocupado com os esteriótipos vigentes. São velhos, sim, e daí?

O mais idoso é um verdadeiro filósofo e conclui que jamais poderia se apresentar se fosse jovem.

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