Homem que zapeia, capitalismo selvagem!

quarta-feira, setembro 12th, 2007

Ontem, deitado na cama com minha digníssima, uma conversa quase que antropológica surgiu. Dona patroa me disse que os homens traem porque, segundo uma fonte de altíssima confiabilidade - a sessão Mulher do portal Terra, eles ainda trazem em sua carga genética alguns instintos primitivos, como o da reprodução. E ela não falava de uma simples reprodução não, ela se referia daquelas em que nós homens, procuramos sempre manter o maior número de relações sexuais com o maior número de fêmeas.

Mas então eu faço a seguinte pergunta: Se ainda é tão vivo assim esse lado primata, por que nós homens, não comemos com as mãos? Alias, se fizermos isso, tomamos inúmeros chutes na canela por debaixo da mesa em sinal de repressão de tal gesto animal. E o que dizer quando controlamos aquela vontade enorme de soltar um sonoro e gostoso arroto? Ninguém diz nada, mas se o fazemos, o mundo praticamente cai. E beliscões chovem em nossa direção e logo somos tratados como trogloditas. Se usamos talco ou spray anti-aspirante nos pés, somos frescos. Agora se sentamos no sofá ou nos deitamos na cama e aquele futum desgraçado de chulé toma conta do ambiente, somos porcos.

Dá pra entender o que quero dizer? Somos lembrados com nossos primos peludos lá de antigamente, somente quando fazemos algo negativo.
Se peidamos, somos ogros, se não abrimos portas somos grossos, se não esperamos para comer somos mortos de fome e por ai vai a lista. E não  vamos esquecer o foco da questão, se traímos, somos primatas.

A única coisa que sei, herdei do “Parente Australopithecus e não abro mão, é o instinto de caça, que no caso adoto em duas situações: para poder empregar no uso do controle remoto da televisão e o nos momentos em que preciso comprar algo. Vou, olho, pego, pago e vou embora. Se vai servir, se está vencido, se está caro, se está quebrado é outra conversa. O que quero, eu caço, pego e levo.

O texto acima foi escrito abaixo de fortes ameaças, afinal, o homem é primata, mas quem manda nessa tribo são elas.

Aviso aos vizinhos

segunda-feira, setembro 10th, 2007

Cachorro em apartamento é uma coisa que me deixa puto! Adoro cachorro, verdade mesmo. Gosto tanto de cachorro que é por isso que ao saber que um cachorro mora dentro de um apartamento fico puto.

Porra, o negócio é apertado, é 100% pavimentado, é fechado, abafado e mais uma série de coisas que na minha opinião só fodem com a vida saudável que um cachorro possa vir a ter.

Partindo dessa minha putice e ao fato de que ontem, por incansáveis quase 4 horas algum cachorro do meu prédio, resolvou soltar a voz e latiu a noite toda. Porra aquilo tava parecendo um episódio do Jack Bauer versão TV Colosso. Achei que o cachorro nunca iria parar mais de latir.

Então por isso resolvi fazer um comunicado. Abaixo segue o aviso que fixei pelo prédio.

Aviso aos vizinhos

Terrorismo Pantaneiro.

segunda-feira, agosto 27th, 2007

Para suprir a falta de Bin Ladens nas terras do Pantanal, na terra das onças e jacaré, é praticado outra forma de terrorismo. Aqui o negócio é tocar o horror no quadro pessoal das empresas.

Bin Laden aqui usa pastinha executiva, as vezes sainhas e terninhos com uma elegante echarpe para combinar com o pomposo salto e coisas do gênero. Já ia me esquecendo, Bin Laden aqui também é chamado de DIRETOR(A), DOUTOR(A), DONO(A), assim mesmo, tudo com todas as letras maiúscula, para que as pessoas encham a boca para chamá-los, porque caixa baixa somente na primeira sentença é pouco para o tamanho do ego.

E assim uma arte vai se desenvolvendo pelas pessoas que nestas bandas trabalham. A arte de sobreviver. Sobreviver a tantos jumentos e jumentas que usam terninhos, gravatas, e pensam que são cavalos puros-sangues.

0800.

quarta-feira, agosto 15th, 2007

- Produto e Soluções, Silvana bom dia!

- Bom dia Silvana, meu nome…

- Nome, rg e confirma data de nascimento senhor.

- Ah, Rodrigo Lupatini, RG zero, zero, oito, zero, zero sete, zero, zero, nove. CPF… peraí não quer sair da carteira. Ah, consegui. cinco, três, quatro, seis, cinco, um, oito, sete, seis, digito 8.

- Faltou a data de nascimento.

- É mesmo, dezessete do quatro.

- Ano?

- Faz diferença?

- Faz.

- Ok, setenta e nove.

- Ok, senhor, em que posso ajudar?

- Então. Sabe o que é, eu ando com alguns probleminhas em minha vida.

- Entendo senhor. Quais seriam esses “probleminhas”?

- Como assim “probleminhas”? Você está achando que meus probleminhas são “probleminhas”… assim com esse ar de pouca coisa?

- Imagine senhor, não estou aqui para julgar, apenas para ajudar.

- OK, vamos ao que interessa. Como estava dizendo, estou com alguns probleminhas. Há alguns dias não estava acordando…

- Senhor, poderia ser mais direto?

- Porra, estou lhe contando. É necessário te contar algumas coisas antes do problema em si.

- Estão bem senhor, continue.

- Esntão, há alguns dias não estava conseguindo acordar no horário que sempre acostumo acordar. Meu sono era bruscamente interrompido na parte que eu gosto de chamar de a mais gostosa do sono. Sabe aquele sono que você tem, depois de acordar a primeira vez e ai você coloca o celular no modo soneca e dorme mais um pouco? Essa pra mim é a melhor parte do sono. Um tipo de re-sono se você me…

- Senhor, qual o problema?

- Cacete!!!! To te contando, pode esperar? Você está pagando essa ligação? Não! Então escute.

Nesse momento sou mais que brutalmente interrompido. Pois não fui interrompido pela atendente Silvana, mas sim literalmente atropelado por uma daquelas insuportáveis músicas de espera.

- Desculpe senhor, aconteceu uma instabilidade em nosso sistema. Qual seria mesmo seu problema?

- Meu problema são vocês mesmos. Estou ligando para dizer que alguém, parecido mentalmente com você Silvana, insiste em ligar em casa todos os dias para me oferecer a porra de um produto que já estou cansado de falar que não quero. Quem deveria comprar alguma coisa, seria vocês. Que tal comprar um relógio para cada um de vocês. Quem sabe assim vocês param de ligar as seis horas da manhã…

Tum tum tum tum tum.

Sobre este blog

Mondocubano é um local aonde (in)cultura e besteiras se encontram. Opinião, as vezes verborrágicas, dicas, música, clipes, vídeos e assuntos do cotidiano giram por aqui. Devaneios são raros, mas podem acontecer. Ah, antes que alguém pergunte, eu me adianto e digo: Não, não sou comunista, não gosto do Fidel e muito menos sou fã de Che Guevara. Mondocubano é justamente uma brincadeira ao contrário.

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