quinta-feira, julho 3rd, 2008

Na última semana foi aprovado um projeto de lei, o PLC 89/03, que visa modificações na forma com que a Internet e automaticamente os internautas serão vistos e tratados.
Uma série de medidas inconcebÃveis poderão entrar em vigor sem o menor conhecimento técnico do impacto que isso terá para todos os brasileiros usuários de Internet.
Não vou detalhar todos os detalhes da lei, mas recomendo a leitura de um post escrito por Sérgio Amadeu da Silveira, sociólogo e Doutor em Ciência PolÃtica. No texto ele destaca alguns pontos e explica com mais detalhes a PLC.
O que quero trazer neste post é o questionamento sobre o sigilo de nossos dados. É a história de quem vigia os que nos vigiam. Pois se com dados como da Receita Federal, empresas de telefonia, empresas de proteção ao crédito e tantas outras, já há um comércio evidenciado, basta dar uma passada nas lisas anti-spam e ver o número de e-mail do tipo: Limpe seu Nome, Regularize seu CPF, imagine agora com os nossos dados na Internet.
Trago este assunto e cito as empresas como exemplo, pois eu já tive problemas de vazamento de informação vindo dessas empresas. Contratam pessoas a salário de fome para cuidarem de nossos dados. Ai o final já se pode imaginar né. Qualquer duzentos troco fulano consegue uma cópia esperta daquela tabela do banco de dados.
Sou a favor sim da conduta limpa e segura na Internet, mas para combater certos crimes não precisamos ficar a mercê do Estado e principalmente NÃO DEVEMOS FICAR A MERCÊ de empresas particulares.
>>> Post de Ségio Amadeu da Silveira: Link: http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1051
Com contribuição de Guto Carvalho.
+ Assine as petições online!
http://www.safernet.org.br/petitioner/projeto_lei_azeredo/
http://www.gopetition.com/online/10069.html
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quinta-feira, abril 24th, 2008
Sobre o caso Isabela e todo a sede de justiça, ou sangue, que as pessoas estão expressando.
Eu tinha, ou ainda tenho, um pensamento que me diz que a culpa disso tudo são os hábitos televisivos das pessoas. Mas lá atrás, quando se apontava para uma pessoa e berrava-se: - Bruxa!!!, essas pessoas não tinham TV. Minha tese cai por terra? Talvez sim, mas eu acho que não.
Hoje por coincidência, estava discutindo isso.
As inúmeras tentativas, através de projetos, de censura. Não vou detalhar, apenas citar: quota de programas em TV por assinatura, bloqueio do Wordpress, bloqueio do Orkut, bloqueio do Youtube e pra finalizar, a Lei Azeredo, que tenta fazer com que todo e qualquer internauta seja DEVIDAMENTE e EXPLÃCITAMENTE identificado ao se conectar na grande rede.
Porra, nego ao invés de controlar a boca de Datenas da vida, tenta controlar a liberdade. Nego ao invés de enquadrar na faixa horária programas como o Cidade Alerta, joga a gracinha da Hebe lá pras 23h.
Todos os dias apresentadores alimentam o povo de sangue. E para o povo: pão, circo e sangue.
Nota: Não sei quem é culpado ou quem são os culpados e nem me interessa saber. Lamento pelo ocorrido e não defendo ninguém no caso.
Em tempo: Leia um pouco mais sobre o que se diz sobre a Lei Azeredo. >>>
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quinta-feira, abril 10th, 2008
Que eu não gosto do Lula, todos que me conhecem já sabem. Mas não sou daqueles que fazem perseguições polÃticas. Porém há uns dias eu comecei um raciocÃnio que muito me intriga.
Estaria Lula e sua rapaziada articulando uma manobra para implantar um comunismo disfarçado em terra tupiniquim? Me questiono sobre isso pois alguns fatos curiosos andaram acontecendo e foram na mÃdia publicados.
Primeiro foi a declaração do inanimado José Alencar, declaração esta sobre o terceiro mandato. E hoje ao ler o jornal Metro, me deparei com a matéria abaixo dizendo sobre a nova mudança na publicidade de bebidas alcoólicas. A matéria diz respeito sobre não se poder mais usar modelos sensuais em material publicitário e que todos osatores devem ter 25 anos ou mais.
Ora, quem pode beber no Brasil? Quem é maior de idade!
Quem pode ver pornografia ou material sensual com apelo sexual? Quem é maior de idade!
Pra que proibir então se já existe uma condição estabelecida legalmente?
Outro ponto é o projeto de lei para quotas de canais com produção nacional na TV por assinatura. Eu já pago TV por assinatura para não ver, não ter, não precisar, não pensar em querer ver a programação nacional.
Alias, esse ponto é um tanto mais curioso. Preste atenção na expressão acima usada: “lei para quotas de canais…”. “Quota”, pelo jeito é uma palavra que o jovem de barba deve gostar. Quota em faculdade, quota na TV, etc. E será que ele pensa em quota no nosso bolso? Uma parte do que é meu tem que ser seu e assim por diante. Opa! Pera lá!
Abaixo a matéria ao qual me referi no post.

(Clique na imagem para ampliar)
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quinta-feira, dezembro 6th, 2007
“Proibido pela censura, o decôro e a moral
Liberado e praticado pelo gosto geral
Pelado todo mundo gosta, todo mundo quer
Pelado todo mundo fica, todo mundo é
Pelado, pelado, nú com a mão no bolso
Pelado, pelado, nú com a mão no bolso
Pelado, pelado, nú com a mão no bolso
nú com a mão no bolso
nú com a mão no bolso”
E com uma letra que diz: “Proibido pela censura, o decôro e a moral…” o congresso se arrepiava quando em 1987, a banda Ultraje a Rigor, lançava o disco Sexo!!. Já não bastasse o nome do disco, a bolacha trazia letras como a citada. E isso era motivo para tentativas, as vezes bem sucedidas, de censura. A politicagem moral se sentia ofendida com o que saia da boca do povo.
Hoje, somos nós que nos ofendemos com a imoralidade polÃtica que atingimos. Só que ao contrário do que acontecia nos idos de 87, nós, o povo, não temos poder para calar a corja. Temos que simplesmente assistir e aceitar.
E não adianta vir com conversa de pessoa politizada, dessas que temos que nos unir e gritar. Enquanto no Brasil, dentadura for objeto de voto confirmado na urna, só nos resta é esperar por algo melhor. Fazendo nossa parte, mas sem politicagem. As vezes acho que o melhor caminho é cada um cuidar do seu. Isso mesmo, vamos ser um bando de egoÃstas. Um monte de gente fazendo o bem isoladamente, vai refletir em um grupo fazendo o bem. Mas sem união, não me venha com isso. A união virá por acaso.

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