Problemas Reais.*

Beber mais uma ou parar por hoje? Trair ou manter a fidelidade? Casar ou comprar uma bicicleta? Dúvidas tão amplas quanto banais assombram Vincent, o protagonista do inusitado e surreal Catherine. Tais adjetivos, aliás, dizem pouco sobre o jogo: com narrativa típica dos desenhos animados japoneses, temas adultos (sexo faz parte do pacote) e temperado por quebra-cabeças complexos, esta definitivamente não é uma experiência casual qualquer.
A intenção de Catherine é confrontar o jogador com questões de cunho moral e forçá-lo a lidar com as consequências de suas escolhas. Durante o dia, Vincent gasta tempo bebendo, jogando conversa fora e trocando mensagens de texto cínicas com a namorada (ou flertando com a nova e misteriosa amante – a tal Catherine que dá nome ao jogo). De noite, a ação é direcionada para o mundo dos pesadelos do rapaz, aonde a ação realmente acontece. Nesse ambiente onírico, o herói, abalado por crises de consciência, encarna uma ovelha (!) e precisa resolver puzzles para sobreviver a mortes sangrentas e dolorosas. O nível de dificuldade aumenta a graus extremos à medida que nos aprofundamos no inconsciente de Vincent – os desafios logo se tornam impossíveis, criando um pertubador contraste com os aparentemente simples dilemas experiemtnados à luz do dia. Dada a complexidade das discussões colocadas na bandeja, Catherine se revela o videogame ideal para homens e mulheres experimentarem juntos: além de desafiar e divertir, também ajuda o casal a pensar na vida a dois.
*texto, retirado na íntegra, da revista Rolling Stone, ed. 60.
Tão (des)iguais.
No sopro da criação, fomos feitos todos iguais. Eu, você, seu vizinho, aquele cara estranho que você viu no semáforo. Tem sido assim e será assim, até o último dia de todos.
Chato? Claro que não. Somos feitos iguais, mas nos criamos tão diferentes. O meio nos molda. Nossos comportamentos, nossas crenças, nossas convicções. Quem sabe esteja nisso o grande barato da vida. Eu acredito nisso. É tão divertido olhar para você e ver que somos tão diferente. E a diversão explode em um climax quando dessa diferença toda, dois se encontram.
Ame a diferença. Created Equal.
Created Equal, é o trabalho do fotógrafo Mark Laita, que mostra justamente essa diferença. Caminhos, escolhas, enfim, todo esse universo de informação que nos rodeia e também norteia.
Indiferença.
Quantas vezes já não nos pegamos dizendo: – Mas eu não fiz nada de mau.
Esquecemos as vezes que, não fazer o mal não quer dizer que fazemos o bem. A indiferença tem, tanto quanto, o mesmo significado, consequência ou impacto que uma má atitude. Ser indiferente fará com que carreguemos os mesmos pesos que carregamos quanto cometemos o mal.












