Homens e Mulheres:Somos complementares
Música de sábado
Hoje é sábado
Não chorei, quanto mais tive vontade de dar um Oscar
Lágrimas não rolaram escada do Cinemark abaixo. Necas, nenhumazinha sequer. E olha que vi muita gente colocando a mão no queixo, com cara de sério, analisando seus atos, levando o saquinho de pipocas ao céu e agradecendo por ter um lar, uma mãe que chuta você por debaixo da mesa quando tu inventa de falar merda na hora do almoço, um amor de pessoa. Nossa preciosa vida nem se compara com a protagonista de Preciosa, pelo menos nos 30 primeiros minutos do filme. Ela se fode legal. Come o pão que o diabo amassou, coloca um pouco de maionese, dois filhos do próprio pai, uma mãe desnaturada que só quer saber de explorá-la 24h, sua própria barriga enorme. A desgraçada que consegue redenção numa escola só para meninas “problemáticas”.
Preciosa merece um prêmio sim, sem dúvidas. Melhor tolerância em 2010, uma bela indicação.
E a bituca vai para…
É isso aí galera, depois de três longas semanas sem postar nada aqui, viagem, correria e falta de conseguir organizar o tempo livre, estou de volta.
O que tá pegando hoje é o “cidadão” que joga “lixinho” pela janela do carro. Porra mano, vejo isso o tempo inteiro. Ontem à noite enquanto caminhava vi um, todo de carrão, jogar uma lata de cerveja na rua. Pensa, ricaço dirigindo bêbado e jogando lixo nas ruas da bela e alagada Cidade Morena. Eu torço para que bata num poste e esteja com o seguro atrasado.

Ooooooo vontade de xingar! Mas aqui no mondocubano não pode, vou xingar só no twitter mesmo. Outra coisa que me irrita profundamente são as bitucas, o povo fuma dentro do carro e joga as bitucas na rua, nos pedestres, nos outros carros… Foda-se qualquer coisa que esteja por perto, vai levar bitucada. Fumam, se poluem, poluem os outros e ainda contribuem para o entupimento dos bueiros.
Viva as enchentes, viva os buracos do prefeito, viva as bitucas no asfalto, viva a fumaça, viva o lixo nas ruas e viva a falta de respeito.
Ps. Uma garrafinha de água mineral vazia serve bem pra colocar a bitucas sem deixar seu carro mais fedorento e você pode jogar o lixo quando chegar em casa. Fica a dica…
Vazou (Ou quase…)! O Plastic Beach do Gorillaz
Bom, na verdade não vazou (apesar de alguns fakes que rolaram por aí com músicas do álbum D-Side), o próprio Gorillaz botou em streaming pra todo mundo ouvir (na verdade o original é esse, mas não consegui ouvir por lá). O álbum sai dia 8 agora.

Um disco repleto de participações especiais. Bom sinal quase nunca é. Mas aqui é diferente.
“Welcome to the world of plastic beach” traz Snoop Dogg em hip hop bem a la Gorillaz. Em seguida uma mistura boa de sons étnicos (árabes, mais especificamente) com batidas de rap. Coisa do Gorillaz.
Só matamos a saudade de Damon Albarn (ou melhor, de 2D) na 4ª (e boa) “Rhinestone Eyes”, cheia de barulhinhos oitentistas (ou noventistas?).
Baladinhas exitem (Melancholy Hill e Broken), mas não têm lá grande destaque.
O legal do disco são suas excelentes surpresas: “Some Kind of Nature” (28 minutos) com Lou Reed, vocais cortados, boa melodia e produção fantástica é boa de ouvir de novo; “Sweepstaker” (mais ou menos aos 38 minutos) é incrível, misturando sons binários com uma vibe meio caribenha e hip-hop; “To Binge” (aos 47 minutos) é balada, música bonita, bem bonita, delícia, mais uma de ouvir de novo.
Rappers (Mos Def, Snoop Dogg, De la Soul), rockers (Paul Simonon e Mick Jones do Clash, Lou Reed), orquestras e muitos barulhos eletrônicos fazem os 56 minutos da obra.
No fim, Plastic Beach é bem agitado e gratificante. No fim o Gorillaz continua único e critativo.
Ouve que é excelente!
(i)moralidade ou não?
Para quem não viu, vai o comercial da Devassa censurado pelo Conar.
Música de Segunda #41: Vida Bandida – Lobão.
E Fevereiro já passou
Se você dormiu o mês inteiro ou esteve em marte ou na lua, não se preocupe, a gente traz aqui o que aconteceu de mais comentado e relevante (ou não).
Solamente soh
Amanhã, dia vinte e sete de fevereiro você fará algo por mim que fará uma média diferença na sua vida, porque se eu dissesse uma grande diferença ou algo do tipo, você poderia me culpar com todo direito, e eu, com cara de idiota, teria o dever de me desculpar de qualquer forma, até mesmo on-line. Enfim, seguem as coordenadas: 19h. Cine Cultura. O Solista.
Um drama real sobre um musicista excepcional interpretado por Jamie Foxx que leva um tombaço, não da vida, mas da própria mente, não que a mente não esteja na vida, mas a vida num chegou dando rasteira, “passa a carteira”, sacou? O cara sofre de esquizofrenia, começa a ouvir, tatear, lamber o invisível e é jogado na situação de sem-teto, sem a vida maravilhosa que tinha numa das melhores universidades de música da cidade.
Nisso, surge um jornalista interessado na história desse às da música clássica e a amizade que todo mundo conhece, eles tem suas desavenças, mas cultivam o “algo” que eu falei lá no comecinho: você fará a maior diferença na minha vida e na sua, mesmo que você não saiba disso. O jornalista é nada mais nada menos que Robert Downey Jr. Te espero lá, palavra de amigo.















