Fazer aquilo que se gosta é para os fracos, e para algumas pessoas não basta.
TEMOS QUE TER TESÃO PELO QUE FAZEMOS. Isso é para os fortes!
Aqui no MC, a turma tem tesão. Aquele comichão incontrolável de passar a bola pra frente. Uma coisa como: ” – Toma, divide comigo essa!”.
Muito além de dedos afiados, temos mentes afiadas. Olhadas sagazes, humor de sobra e principalmente um jeito todo especial de saber levar a vida. Muitas vezes voa pedra, ganhamos olhares de reprovação, biquinhos tortos, mas não importa. Isso nos dá o mesmo tesão de quando recebemos “hahahars” quilométricos e estéricos ou chuva de botões LIKE. Talvez porque, o nosso prazer não está em empurrar uma opinião. Nosso prazer está em te causar uma reação. Isso é tão gostoso.
E por ser tão natural e gostoso, vou confessar que rolou um certo empurra-empurra para ver quem mandaria o milésimo post. E então estou aqui, falando em tesão, gostosura e me sentindo nú. Despido de qualquer senso crítico para tentar, quem sabe, atingir a importância merecida deste post. E isso tudo, vai dando uma excitação, uma paudurecência, que me deixa e deixaria qualquer um dessa trupe feliz.
Fazer uma retrospectiva é tão Globo e tão passado, que no milésimo post, a gente apenas queria deixar claro que muito tem para vir ainda. Mais discos, mais músicas, mais risadas, mais dicas, mais coisas legais, mais desejos, mais mulheres, mais piadas, mais de tudo. Mais reações!
Ado Biagi, Ana Laura, Daltron Simões, Billie Blade (O Ogro Cubano), Giuliano Godoy, Guhstavo Donaire, Maria Luiza Lenzi, Normann Kallmus, Regina Câmara, eu e Venancio Sá Soares Junior, agradecemos mil vezes as visitas!
Se moço simples é bom imagine condensado!
— Estou aqui para pedir perdão.
— Não aceito.
— Mas estou arrependido amargamente.
— Impossível aceitar.
— Para o senhor, nada é impossível.
— Não quero aceitar, então.
— Sou acusado de um crime que nem cheguei a cometer. Está tudo mal explicado…
— Não há nada mal explicado. Não se pode errar nem em pensamento.
— Foi um pensamento insidioso… Eu estava contemplando sua obra maravilhosa, e então…
— Você achou que poderia tomar o meu lugar.
— Sim, por um breve momento, confesso que…
— E você chegou a falar com outros a respeito.
— Sim, não sei bem como… Foi como se obedecesse a um impulso mais forte do que eu. Por favor, me perdoe.
— Não.
— Misericórdia, senhor. Faço o que quiser em troca do seu perdão.
— Você já faz o que eu quero.
— Não entendo.
— Você nunca deixou de fazer o que eu quis.
— Sim, é verdade, antes de ocorrer esse imprevisto, eu… Mas como? Não fui descartado por desobediência, rebelião?…
— Você não é tolo.
— …
— Não percebe?
— Não…
— …
— …
— Esforce-se, você sempre foi o mais inteligente.
— O senhor diz que eu nunca deixei de fazer… Oh, o pensamento insidioso… E também o impulso mais forte do que eu… Não acredito, como o senhor…
— …
— Mas por quê? Eu, que sempre fui tão obediente, tão leal, era o seu preferido?
— Justamente por isso. Só ao meu preferido eu poderia delegar uma tarefa tão importante.
— Tarefa… De que o senhor fala?
— A de estar do outro lado.
— Mas não há outro lado.
— Você o será.
— Isso é impossível: o senhor é o único lado.
— O importante é que haja os que acreditem em você, que tentem seguir um caminho diametralmente oposto ao que indico.
— Para quê?
— Um teste, apenas.
— Teste, eu ouvi bem? Para haver um teste, seria preciso que os testados pudessem escolher…
— E eles podem. Ou melhor, poderão.
— Como é possível acreditar nisso? Se nem eu, o seu preferido, tive essa liberdade, embora o senhor tenha levado os outros a crer que sim. Esse será um jogo sórdido!
— Continue, estou gostando do que ouço. É a fala de um rebelde.
— Explique, senhor, porque não entendo seu plano.
— Você falou em jogo… Digamos que o seja. Para tanto, fabricarei uns animaizinhos que se acreditarão especiais. E os colocarei em jaulas cujas grades serão invisíveis. A eles será ensinado que viver enjaulado é o bom, o certo, o caminho que levará a mim. Só que sempre haverá uma porta aberta na jaula de cada um, para facilitar-lhes o trabalho de fuga, se assim o desejarem.
— E por que, sendo ensinados a viver presos, eles cogitariam fugir?
— Porque esse será o instinto contra o qual terão de lutar.
— Onde eu entro nisso?
— Ora, você será a porta aberta.
— Mas quem criará o impulso a pôr em marcha o instinto? Será o senhor, imagino, o que me parece contraditório.
— …
— Assim como foi o senhor a implantar em mim o pensamento insidioso, o impulso mais forte, que causaram a minha queda.
— Esse é o ponto que gostaria de negociar com você.
— O quê?
— Eu lhe concederei essa capacidade.
— …
— A capacidade de inspirar numa criatura o desejo de sair da jaula.
— Não entendo aonde o senhor quer chegar com isso.
— É simples: quero poder exercer a minha misericórdia. Neste universo perfeito que criei, não há como fazê-lo. Quero poder perdoar os animaizinhos que se aventurarem a sair da jaula. É pedir muito?
— E por que o senhor não exerce sua misericórdia para comigo?
— …
— Como acha que estou me sentindo? Para poder exercer sua misericórdia com esses animaizinhos, o senhor exilou-me — a mim, seu preferido —, sem me dar chance de ser perdoado. E de ser perdoado por pensamentos e atos que não foram meus, mas inspirados pelo senhor. Não consigo encará-lo, sinto aversão — pelo senhor e por essas criaturas que ainda nem existem.
— A isso chamarei ódio.
— Sinto que minha mágoa não passará.
— A isso chamarei ressentimento.
— …
— Encare como um jogo.
— Um jogo que o senhor vencerá continuamente, visto que poderá sempre perdoar os que atravessam a porta.
— E como eu poderia criar um jogo que pudesse perder? Isso estaria acima do meu poder, e tal instância não existe. Não posso perder nem para mim mesmo porque sou mais forte do que tudo e todos.
— Muito bem, o senhor me concederá a capacidade de açular nessas criaturas o desejo de sair da jaula.
— Sim, a isso chamarei tentação.
— E se a criatura resistir a todo custo à tentação?
— A isso chamarei livre-arbítrio.
— Não tenho mesmo escolha?
— …
— Ainda que se trate de um jogo com final imutável, pois o senhor é mais forte do que tudo e todos, eu moverei montanhas para vencê-lo. A minha vingança e danação perpétuas serão o meu tributo à sua glória. Um tributo que também o fará lembrar para toda a eternidade que o seu perdão não é infinito. Que, em mim, o senhor perdeu para si próprio. Assim estaremos quites.
— …
— Senhor!
— Sim?
— Eu o perdôo.
* Publicado na coletânea de contos “O Antinarciso” (Record, 2005).
It´s good to be the king
Esperem esperem! Ainda da tempo de fazer uma piada sobre o casamento real?
Sim, eu sei que o mundo parou e chorou, que tudo estava bonito, organizado, inglês e real. Besteira quem quiser falar mal de um evento tão importante para a monarquia inglesa que tem entre os recém casados o provavel Rei da Inglaterra e sua “Princesa” Consorte.
E inspirado na brincadeira do Normann Kallmus em um post anterior acabei me lembrando de uma música inteira.
O filme se chama: “A história do mundo. – Parte 1” com o incrível Mel Brooks.
O filme narra, com irreverência, momentos importantes da história da humanidade, passando pelo Império Romano, a inquisição espanhola, a Revolução Francesa e muitas outras situações que viram piada na mão de Mel Brooks que conseguia fazer humor negro sem utilizar palavrões e ofensas pesadas para parecer engraçado.
Para quem não conhece fica a dica de uma das melhores comédias já produzidas, um filme antigo sobre coisas antigas e com piadas que prometem funcionar para sempre. Mel Brooks não apenas é o diretor do filme como também atua “sempre nos papéis principais” de cada momento da história que o filme representa.
A Páscoa foi ontem, sabemos. Mas estávamos muito ocupados comendo chocolate. Mas ainda vale: FELIZ PÁSCOA!
“Legend Of The Golden Egg Warrior” from CRUSH on Vimeo.
- Sim senhor, mas não vá naquele campo ali - e aponta para uma certa área.
- O senhor sabe que tenho o poder do governo federal comigo?
E tira do bolso um crachá mostrando ao fazendeiro:
- Este crachá me dá a autoridade de ir onde quero, e entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta. Está claro? Me fiz entender?
O fazendeiro todo educado pede desculpas e volta para o que estava fazendo.
Poucos minutos depois o fazendeiro ouve uma gritaria e vê o oficial do governo federal correndo para salvar sua própria vida perseguido pelo maior touro da fazenda.
A cada passo o touro vai chegando mais perto do oficial, que parece que será chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro. O oficial está apavorado.
O fazendeiro, mineirinho muito educado e solícito, larga suas ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças de seus pulmões:
- Seu crachá! Mostra o seu CRACHÁ pra ele…!
Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.
Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fez ginástica ou exercício – entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho – mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista,compositor e intérprete baiano é conhecido como pai da preguiça. Passa 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, leva 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico, completou 90 anos e nada indica que vá morrer tão cedo.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde… E viva o sedentarismo ocioso! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda eternidade para ser só osso!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!
Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro e é GORDA!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!
Você tem pneus? Lógico, todo avião tem.
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossα dor não αdvém dαs coisαs vividαs,
mαs dαs coisαs que forαm sonhαdαs e não se cumprirαm.
Sofremos por quê? Porque αutomαticαmente esquecemos
o que foi desfrutαdo e pαssαmos α sofrer pelαs nossαs projeções
irreαlizαdαs, por todαs αs cidαdes que gostαríαmos de ter conhecido αo lαdo
do nosso αmor e não conhecemos, por todos os filhos que gostαríαmos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostαríαmos de ter compαrtilhαdo,
e não compαrtilhαmos.
Por todos os beijos cαncelαdos, pelα eternidαde.
Sofremos não porque nosso trαbαlho é desgαstαnte e pαgα pouco, mαs por todαs
αs horαs livres que deixαmos de ter pαrα ir αo cinemα, pαrα conversαr com um
αmigo, pαrα nαdαr, pαrα nαmorαr.
Sofremos não porque nossα mãe é impαciente conosco, mαs por todos os
momentos em que poderíαmos estαr confidenciαndo α elα nossαs mαis profundαs
αngústiαs se elα estivesse interessαdα em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mαs pelα euforiα sufocαdα.
Sofremos não porque envelhecemos, mαs porque o futuro estά sendo
confiscαdo de nós, impedindo αssim que mil αventurαs nos αconteçαm,
todαs αquelαs com αs quαis sonhαmos e nuncα chegαmos α experimentαr.
Por que sofremos tαnto por αmor?
O certo seriα α gente não sofrer, αpenαs αgrαdecer por termos conhecido umα
pessoα tão bαcαnα, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
compαnhiα por um tempo rαzoάvel,um tempo feliz.
Como αliviαr α dor do que não foi vivido? α respostα é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mαis!!!
α cαdα diα que vivo, mαis me convenço de que o desperdício dα vidα
estά no αmor que não dαmos, nαs forçαs que não usαmos,
nα prudênciα egoístα que nαdα αrriscα, e que, esquivαndo-se do
sofrimento,perdemos tαmbém α felicidαde.
α dor é inevitάvel.
O sofrimento é opcionαl…
(Cαrlos Drumond de αndrαde)
Inspirar-se
Algumas vezes nos acostumamos tanto a nossa rotina que não percebemos. E muitas vezes deixamos de tornar a vida mais agradável.
E para quem curte o passo a passo:
http://drawinginspirationproduction.blogspot.com/









