Lágrimas não rolaram escada do Cinemark abaixo. Necas, nenhumazinha sequer. E olha que vi muita gente colocando a mão no queixo, com cara de sério, analisando seus atos, levando o saquinho de pipocas ao céu e agradecendo por ter um lar, uma mãe que chuta você por debaixo da mesa quando tu inventa de falar merda na hora do almoço, um amor de pessoa. Nossa preciosa vida nem se compara com a protagonista de Preciosa, pelo menos nos 30 primeiros minutos do filme. Ela se fode legal. Come o pão que o diabo amassou, coloca um pouco de maionese, dois filhos do próprio pai, uma mãe desnaturada que só quer saber de explorá-la 24h, sua própria barriga enorme. A desgraçada que consegue redenção numa escola só para meninas “problemáticas”.
Preciosa merece um prêmio sim, sem dúvidas. Melhor tolerância em 2010, uma bela indicação.
Amanhã, dia vinte e sete de fevereiro você fará algo por mim que fará uma média diferença na sua vida, porque se eu dissesse uma grande diferença ou algo do tipo, você poderia me culpar com todo direito, e eu, com cara de idiota, teria o dever de me desculpar de qualquer forma, até mesmo on-line. Enfim, seguem as coordenadas: 19h. Cine Cultura. O Solista.
Um drama real sobre um musicista excepcional interpretado por Jamie Foxx que leva um tombaço, não da vida, mas da própria mente, não que a mente não esteja na vida, mas a vida num chegou dando rasteira, “passa a carteira”, sacou? O cara sofre de esquizofrenia, começa a ouvir, tatear, lamber o invisível e é jogado na situação de sem-teto, sem a vida maravilhosa que tinha numa das melhores universidades de música da cidade.
Nisso, surge um jornalista interessado na história desse às da música clássica e a amizade que todo mundo conhece, eles tem suas desavenças, mas cultivam o “algo” que eu falei lá no comecinho: você fará a maior diferença na minha vida e na sua, mesmo que você não saiba disso. O jornalista é nada mais nada menos que Robert Downey Jr. Te espero lá, palavra de amigo.
O que você fez no fds? Atrasou o relógio? Tirou fotos com fãs? Você ainda tem fãs? Se deu conta que não resta um tostão na sua conta bancária? Foi feito refém? Perdeu a guarda da filha porque a sua simples existência já a deixa incomodada? Sozinho no meio dos “amigos”? Foi substituído pelo Steven Seagal? Alguma pessoa sentiria a sua falta? Você é o Van Damme? Jean-Claude Van Damme é JCVD e JCVD é o filme.
Dias atrás um rottweiler babão desembestou (e não foi de alegria).
A viagem pro Rio de Janeiro babou (porra!).
Segunda-feira promete babar também.
Babei legal num anúncio de uma bunda.
Babei de novo no anúncio da bunda.
Voltei a babar. Meus sentidos voltaram aos poucos.
Só resta saber se O Lobisomem com Benicio Del Toro vai ser só baba ou fodido.
Sexta-feira. 13h41. Daqui a pouco tenho que voltar pro trampo, mas antes vou deixar a dica de um filme que você deveria assistir, digo “deveria” porque se você quiser pode pegar um de “luta” ou qualquer blockbuster da vida, também é uma. Como dizia um amigo meu: “faz o que o seu coração manda”. Bom, o meu manda que você pegue Hora de voltar, com Zach Braff (aquele do seriado Scrubs – maneiríssimo por sinal) na direção.
Nele, no filme, não no seriado, o Zach faz um aspirante a ator que trabalha num restaurante vietnamita e recebe a notícia que sua querida mamãe não está mais entre nós. Só que um grandioso detalhe faz com que a película seja ordinariamente genial: por toda a vida, o pai do cara o medicava (eita palavrinha feia) com sedativos e substâncias hard. O que acontece? O ator de Scrubs não sente nada, nenhuma emoção, vive porque tem que viver.
No entanto, é com essa falsa dor de perder alguém que ele se descobre e busca o tempo perdido nos amigos, num amor por uma ex-patinadora espirocada vivida por Natalie Portman e num vale adormecido (você vai entender se pegar o filme). Hora de voltar é a volta dos filmes bons pra dedéu!
Mel Gibson it´s back. Cuidado, os mundos vão colidir! Meu Deus e agora, o que faço, desculpa qualquer coisa, juro que não foi minha intenção. Eu tava lá no Cinemark, sozinho, minha namorada me dispensou no mesmo dia, tinha O Fim da Escuridão passando, ladainha americanizada (Universo VS. Estados Unidos), pai furioso, aliás, lembrou muito o meu véio que vivia me batendo e me dando lições e mais lições pra fazer, mesmo no sábado, mas ele tava lá pra me proteger de uma companhia maligna, corrupta, entalada até a cabeça com projetos diabólicos envolvendo o quê? Pode apostar todas as suas fichas. E a resposta certa é: armas nucleares e o fim do mundo que conhecemos. Enfim, baboseira.
Chega de papo furado (Isabela Boscov, ponto pra você). Assista Amor sem Escalas, com direção de Jason Reitman, o mesmo de Obrigado por Fumar.
Onze anos atrás você podia falar e com toda razão: esse ator é um babaca! No filme 10 coisas que eu odeio em você, Joseph Gordon-Levitt era tão fracassado, mas tão fracassado, que hoje ele mesmo se espancaria se visse o final (e viu), que faço questão de contar: ele fica com a mocinha, é defendido por ela e ainda dança (com a maior cara de cú) no baile de formatura. Se isso fosse aqui ou em qualquer lugar do Brasil, ele seria motivo de chacota chicotada pelo resto da vida.
Ainda bem, pelos céus, que a vida dá oitocentas voltas e cai justamente no ano de 2005, quando Joseph Gordon-Levitt (amadurecido) vive concentrado numa única missão: solucionar o mistério do assassinato da ex-namorada que se meteu (mas não meteu) com um traficante da pesada. Em poucos minutos ele se envolve no underworld das drogas na porta da escola, têm trabucos engatilhados no seu encalço e precisa de perversas bitocas pra carregar sua sede de justiça.
E ele vai conseguir. Tô confiante neste novo Joseph.
Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Veja o filme dirigido por um inspirado Sean Penn e escute a trilha que é ainda mais inspirada. Abaixo três vídeos de músicas do filme pra dar um clima:
Esse é a música tema do filme. Into the Wild do Eddie Vedder.
Essa é outra do Vedder. Ótima também:
Esta é tocada no filme. É da Bonnie Raitt.
O diretor dispensou a cantora (sábia decisão Guy). Veredicto: dois filmes alucinantes, pra não dizer, fodidos. Primeiro RocknRolla – A grande roubada, cuja trama se desenrola numa Londres que só vemos na telinha, mas que mesmo assim adoramos quando ela vai pelos ares. Dinheiro na jogada, todo tipo de bandido em busca do seu ganha-pão e trilha torando (The Subways – Rock and Roll Queen). Fechô! Destaque para atuação de Toby Kebbell (Johnny Quidd) com seu vocabulário digno de um “compartilhe uma mensagem rápida do MSN”.
Depois vem Sherlock Holmes, o clássico do jeito que Sir Arthur Conan Doyle sempre sonhou e nós também, com direito a pancadaria analisada, vilão saltando da cova, Dr. Watson nada adestrado, e pra delírio da massa cinéfila, Robert Downey Jr dando o melhor de Robert Downey Jr. Chame seu fiel escudeiro, quer dizer, seu melhor amigo ou namorada, bom, o que vier na sua mente astuta e embarque no mundo maloca de Guy Ritchie, o cineasta que separou de uma pop-star. Falando nisso, qual é mesmo o nome da finada? Tava na ponta da língua.
“Alma” é um incrível curta-metragem de 5 minutos sobre uma arrepiante loja de bonecos de brinquedo.
Alma from Rodrigo Blaas on Vimeo.










