Democracia, saúde e controle de massas
Acaba de acabar a Hora do Planeta e nós do MC participamos ativamente. Aliás, parte dos Mondocubanistas estavam reunidos em torno de uma vela tocando violão, cantando e pensando a respeito de existências em outras dimensões.
Depois dessa pausa, vamos recomeçar RASGANDO!
O vídeo abaixo é um trecho do excelente documentário SICKO, do americano Michael Moore, o mais odiado cineasta dos Estados Unidos, autor das mais duras críticas ao sistema americano e, em especial, ao idiota do ex-presidente George W. Bush.
Por que razão estou publicando isto aqui? Porque o documentário é excepcionalmente didático e mostra como a saúde – ou a doença – pode ser usada como meio de manipulação das massas, exatamente da forma como estamos vendo em nosso país e, em especial, em Campo Grande, MS.
Assista este trecho. Espero que se anime a assistir o documentário inteiro e pensar a respeito: um dia você não vai mais ter vinte e poucos anos.
UMA REVOLUÇÃO COMEÇA QUANDO UMA IDEIA É ACESA.
RS, março.
A Rolling Stone, março, tem algumas coisa interessantes.
Em um rápida matéria, o futuro do Heavy Metal no Brasil é questionado. Quando tudo parecia engrenar com o estilo, um belo NADA, simplesmente aconteceu. De 2.000 pra cá, nada de significante aconteceu. Nenhum vocal estridente ou uivo mais grave se ouviu. Bandas como Dr. Sin, Angra, Shaman e Sepultura, que em outros tempos mantinham uma constante, hoje é material escasso em terras tupiniquins. Entre os motivos apontados, basicamente se percebe a falta de interesse de público disposto a bancar os investimentos necessários para montar uma banda de Heavy Metal. Que segundo o vocalista da Shadowside, são altos.
Andreas Kisser deixa sua marca na matéria:
“Não dá para exigir que apareça um Sepultura a cada cinco anos”.
Impressões diferentes à parte, acredito que, algo muito maior do que simplesmente alto custo está por detrás disso. Até porque banda é sempre banda. Para todas, montar uma, custa. E tem muita gente se virando mesmo com esses custos.
Seguindo pela revista, tem o excelente texto de Marcelo Sokol, retratanto e dando uma paulada nos VIP’s brasileiros. Vergonha alheia em mais puro grau. É o sentimento que se tem ao ler o texto. O Brasil é o único lugar do mundo em que VIP não paga! Por essas é que acontece coisas como encontrar o próximo mauricinho da novelas das 8 em um show do Ozzy. Agora fiquei até curioso para ver quais serão os VIP’s do Príncipe das Trevas. E no Motorhead, será que o Fiuk vai estar na fila da frente tomando perdigotos de Lemmy Kilmister?
A revista traz também uma espécie de previsão para 2011. Discos que estão em produção e tem datas marcadas para este ano.
Destaques ficam para a turma do CSS, que além da promessa de resgate da sonoridade perdida, vai contar com a participação do Primal Scream.
Marcelo Camelo é outro disco que pode mostrar o que se espera. E para muitas pessoas, muito é esperado deste segundo álbum.
Dentro das apostas, e de uma forma bem singela, a RS, fala um pouco sobre o que para alguns já está sendo considerado o novo BUM! The Vaccines. Tem gente chamados os caras de os novos Strokes.
Bom, o som é estupendo. Mas os novos Strokes? Não! E nem digo isso pela comparação e sim porque Strokes é Strokes e o Vaccines vai ser os Vaccines.
No mais, de sensacional da revista, fica o release para o Bruna Surfistinha. Ganhou uma nota 3 e no texto fica claro o público do filme: onanistas e leitores (?) de O Doce Veneno do Escorpião.
Enjoy.
Um clássico dos cinemas, Tubarão, apresentou ao mundo além do predador mais feroz, uma trilha sonora tão marcante e apavorante, quanto o bravo animal.
É incrível o que John Williams, foi capaz de produzir com apenas duas notas. Ele mostrou ao mundo que isso seria o suficiente para muito marmanjo trocar as zorbas.
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* Poderia usar “!” no título deste post! porém não conseguiria descrever com tamanho entusiasmo o quão CLÁSSICO é esta obra.
R.I.P.: Harvey Pekar.
Nuno Rocha, para a LG Portugal, mostra o conceito de Life´s Good. Belíssimo filme.
MOMENTOS from Nuno Rocha on Vimeo.
Ah se ia.
Quando vejo um filme de luta sei que vou ver só um filme de luta e ponto final. Ainda mais de ninjas, um bando de preconceituosos. Fala sério, quantos ninjas brancos você viu pulando de um dojo para outro? Não, eu não espero grandes finais, nem pipoca voando em direção a tela. A única coisa que imploro é pra sessão terminar logo. Terminou? Graças a Deus. Pego o resto de pipoca amanteigada, subo no doce busão servido pela metade nesse horário e parto pro meu amargo lar pra dar um fatality no meu travesseiro. Num adianta, mesmo que você ache que a saída de emergência é a única da sala, num tente fugir do óbvio, esperando uma produção de encher os olhos ou escapar de joelhos trêmulos da vingancinha como prato cheio, servida fria, acompanhada de cortes precisos na linha do tronco. Ninja Assassino é isso, ninjaiada pura, da melhor qualidade. Tirando um pedaço aqui e acolá de alguém, o filme é basicão. Prefira mais conteúdo à carnificina da próxima vez que passar no cine, te fará um bem ocidental.
Baseado em uma incrível história real. Reparou que toda vez que a gente lê essa frase vem àquela sensação de hipotermia bem na região do estômago, parece que estão falando que a nossa vida é de mentirinha ou que pedimos figas e fomos correndo pro colinho da mamãe, sim, vocês deviam ter pegado a última saída pra realidade, à esquerda seus burros! O mundo do filme é feito de concreto puro, de pessoas que sofrem de verdade, sangram como porcos e derramam lágrimas com mais concentração de cloreto de sódio que qualquer outro ser humano. Até que num seria tão mal assim. Ou seria?
Em Hotel Ruanda, Don Cheadle vive o gerente de hotel no meio da África mais gente fina que eu já vi, o cara que é considerado por seus familiares e amigos como “o cara” que luta pra que sua realidade se torne um sonho de uma noite de verão, vira, vira, sonho de uma noite verão oh, oh, oh. Sem largar mão de suas funções básicas, o gerentão ainda tem que mandar ver num freela de Oskar Schindler e proteger milhares de refugiados da Guerra Civil que estoura do lado de fora do hotel. Povão versus povo. Preconceito é fóda, agora, pré-conceito é pior ainda. Você tem um lugar que é só da sua gente, no entanto, fica de pretexto (moleque bunda suja) porque num aguenta o seu “brother”, irmão de sangue. Vai se tratar.








