Vazou! O (já vazado) Interpol do Interpol
Interpol, banda nova-iorquina de pós punk, que se destacou no início da década, com melodias cortantes, guitarras pungentes e um baixo poderoso. Se não conhece ainda, tá mais que na hora.
Interpol, disco que foi anunciado em maio e deve ser lançado dia 7 de setembro. Sucessor do (para alguns duvidoso) Our Love to Admire, de 2007 e último disco com a participação do já histórico Carlos D. Já havia sido disponibilizado via streaming e após via webrip, mas com qualidade sofrível. Agora sim, pode ser ouvido, já que vazou de novo, há dois dias, dessa vez em qualidade decente. Se não ouviu ainda, aqui está oportunidade.
O disco se afasta do caminho apontado por Our Love To Admire. De fato se aproxima bastante de Turn on the Bright Lights, como eles mencionaram, mas é mais frio que o clássico de 2002.
É um disco preciosista. As camadas de sons são várias, os detalhes são muitos. As audições sucessivas revelam surpresas. As guitarras e o baixo voltam ao primeiro plano, bastante inspirados, o que certamente agrada a todo mundo.
“Memory Serves” exagera na melancolia, o que (ainda bem) não predomina no disco. “Lights” e “Barricade” são singles que não têm a força de uma “Heinrich Maneuver”, “PDA”, “Evil” ou “Slow Hands”, mas são ótimos representantes do álbum, que, de maneira geral, é equilibrado e sisudo como a banda.
Denso, obscuro, sem a elegância dos dois primeiros discos, mas sem dúvida mais um grande trabalho da banda.
Ouve, que é ótimo.







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