Em 2008 lançou Oracular Spectacular, um álbum surpreendentemente hippie (e bom). Emplacou um hit indie. É acusados de dar força à modinha do hipster. E dia 13 de abril o MGMT irá lançar o esperadíssimo segundo álbum que caiu ontem na rede.

MGMT nos leva mais uma vez de volta aos anos 70. Dessa vez menos hippie, menos primitivo (?), muito mais lisérgico e etéreo, um pouco infantil (como a capa horrorosa denuncia), um pouco funk (talvez algumas memórias de Jackson 5), um pouco progressivo (muitas memórias de qualquer banda cabeçuda da época).

O álbum causa alguma estranheza, lógico, mas é essencialmente pop e repleto de referências e memórias (verdadeiras ou não). A sexta música, “Siberian Breaks”, por exemplo, é um épico de 12 minutos, passando por baladas setenta e oitentistas, lembrando The Mamas and the Papas em um trecho e até Roxette (!!) em outro. Interessante, interminável e gloriosa!

Antes disso, a bela e totalmente mgmtiana “Someone’s Missing” e a ótima abertura “It’s working”, além da conhecida “Flash Delerium”. “Song For Dan Treacy” consegue iniciar quase como uma música do Libertines (depois muda tudo…). E depois vem “Brian Eno”, mais uma ótima do disco, essencialmente indie. Tudo muito bem produzido.

A última é “Congratulations”, uma música surpreendentemente calma e pé no chão, distante de todo o disco.

No fim, o disco deixa mais perguntas que respostas. Que caminho tomou o MGMT? O que eles querem? Pra quê eles existem? Pra quê eu não sei, mas é bem legal que existam.

Ouve que é muito bom.

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Daltron Simões

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