Não chorei, quanto mais tive vontade de dar um Oscar
Lágrimas não rolaram escada do Cinemark abaixo. Necas, nenhumazinha sequer. E olha que vi muita gente colocando a mão no queixo, com cara de sério, analisando seus atos, levando o saquinho de pipocas ao céu e agradecendo por ter um lar, uma mãe que chuta você por debaixo da mesa quando tu inventa de falar merda na hora do almoço, um amor de pessoa. Nossa preciosa vida nem se compara com a protagonista de Preciosa, pelo menos nos 30 primeiros minutos do filme. Ela se fode legal. Come o pão que o diabo amassou, coloca um pouco de maionese, dois filhos do próprio pai, uma mãe desnaturada que só quer saber de explorá-la 24h, sua própria barriga enorme. A desgraçada que consegue redenção numa escola só para meninas “problemáticas”.
Preciosa merece um prêmio sim, sem dúvidas. Melhor tolerância em 2010, uma bela indicação.



