Ontem, como quase todo domingo me lembrei de um problema que já comentei aqui no blog, ainda quando este não tinha o movimento que tem hoje. Portanto vou re-publicar um post que rolou por aqui, mas ainda é o retrato do que acontece na região central de Campo Grande.

Abaixo, segue o re-post:

Todos os domingos eu tenho o mesmo pensamento, mas ontem foi diferente, resolvi agir. A seguir, segue uma carta que estou encaminhando para as igrejas que ao redor de minha casa existem. Ah sim, são elas: igreja São José e a I Igreja Batista. Tem uma outra, uma presbiteriana, mas não consegui o e-mail deles, nesta vou levar pessoalmente a carta impressa.

“Caros homens de Deus.

Gostaria, se possível, que vocês incluíssem nos próximos sermões, como é importante as pessoas sempre, eu digo, sempre que puderem serem corretas. Não somente no ato de ir a igreja. Isso é muito fácil, ainda mais para os fiéis da região próxima a minha casa, já que com uma rápida olhada é fácil ver um desfile de carros e roupas. Ir a Igreja e trazer consigo o olhar de comparação com o próximo, não é correto. Se for para fazer isso, fiquem em casa vendo TV que é melhor. Mas isso é uma outra conversa, o meu principal objetivo nesta carta está relacionado ao trânsito, de carro e de pedestres.

Homens de Deus, digam a seus fiéis, que o fato de estarem indo na missa, não os tira a culpa, nem os dá direito de pararem seus carros aonde bem entendem. Estar na missa e o carro estacionado na esquina, bem no local aonde a guia é rebaixada, para o acesso dos cadeirantes não os redime de irem para o inferno. Digam isso, afinal eles devem morrer de medo de ir para tal local. Pois tenho certeza que saber que estão fazendo coisa errada, isso eles sabem, afinal são pessoas inteligentes e pensantes. Mas quem sabe usando a expressão “ir para o inferno” não os assustem e os façam parar de cometer tal erro.

Estar na missa e estacionar o carro em frente de garagens, também é errado. Do que adianta um ato tão bonito como o de ir na casa do Senhor e lá fora impedir que um cadeirante exerça o direito de ir e vir? Do que adiante estar pertinho de Deus e lá fora o carro estar impedindo uma família de guardar seu carro dentro da garagem pois um outro carro, este de um fiel, está impedindo o acesso?

Ir a igreja, não os exime de cometerem erros. Pois senão, daqui um pouco, vai aparecer algum bandido mais esperto e vai dizer: – Não me prenda, pois eu vou a igreja.

Oras, ir só a igreja não basta! Precisamos carregar a igreja em nossos corações e em nossas mentes.”

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Rodrigo Lupatini

Publicitário, 32 anos. Filmes e música. A internet é um ótimo lugar para trocar informações de coisas novas. E velhas também. @lupatini

2 Responses to RE: Ir na missa só, não basta.

  1. Kuca Moraes disse:

    Muito bem.

    Fico feliz de ver que redigiu a carta pensando a princípio em pessoas que tem alguma dificuldade de locomoção. Eu tenho um irmão cadeirante e muitas vezes passamos por adversidades como as que você descreveu.

    Houve uma resposta da parte deles, algum feedback?

  2. Kuka,

    Confesso que na época, eu não fiz uma entrega formal, ou protocolada da carta. Acho que por isso não tive uma resposta.
    Deveria ter feito isso. :(

    Mas o manifesto tá ai. Repassando, quem sabe chegamos lá.

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