Homem que zapeia, capitalismo selvagem!

Ontem, deitado na cama com minha digníssima, uma conversa quase que antropológica surgiu. Dona patroa me disse que os homens traem porque, segundo uma fonte de altíssima confiabilidade - a sessão Mulher do portal Terra, eles ainda trazem em sua carga genética alguns instintos primitivos, como o da reprodução. E ela não falava de uma simples reprodução não, ela se referia daquelas em que nós homens, procuramos sempre manter o maior número de relações sexuais com o maior número de fêmeas.

Mas então eu faço a seguinte pergunta: Se ainda é tão vivo assim esse lado primata, por que nós homens, não comemos com as mãos? Alias, se fizermos isso, tomamos inúmeros chutes na canela por debaixo da mesa em sinal de repressão de tal gesto animal. E o que dizer quando controlamos aquela vontade enorme de soltar um sonoro e gostoso arroto? Ninguém diz nada, mas se o fazemos, o mundo praticamente cai. E beliscões chovem em nossa direção e logo somos tratados como trogloditas. Se usamos talco ou spray anti-aspirante nos pés, somos frescos. Agora se sentamos no sofá ou nos deitamos na cama e aquele futum desgraçado de chulé toma conta do ambiente, somos porcos.

Dá pra entender o que quero dizer? Somos lembrados com nossos primos peludos lá de antigamente, somente quando fazemos algo negativo.
Se peidamos, somos ogros, se não abrimos portas somos grossos, se não esperamos para comer somos mortos de fome e por ai vai a lista. E não  vamos esquecer o foco da questão, se traímos, somos primatas.

A única coisa que sei, herdei do “Parente Australopithecus e não abro mão, é o instinto de caça, que no caso adoto em duas situações: para poder empregar no uso do controle remoto da televisão e o nos momentos em que preciso comprar algo. Vou, olho, pego, pago e vou embora. Se vai servir, se está vencido, se está caro, se está quebrado é outra conversa. O que quero, eu caço, pego e levo.

O texto acima foi escrito abaixo de fortes ameaças, afinal, o homem é primata, mas quem manda nessa tribo são elas.

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