Parceria?
Etapas da criação da Logomarca da Copa 2014
Carta Social. Apenas 1 centavo. Envie!
Isso mesmo. É um convite a todos. Envie uma carta social a algum amigo, parente, enfim.
Ela custa apenas R$ 0,01 (um centavo de real). E não é um modelo recente de correspondência.
A carta social foi criada pelo Ministério das Comunicações, através da Portaria nº 245, publicada em 1995, na administração do então presidente da República Itamar Franco. Tal selagem de natureza social, como o próprio nome diz, tem o objetivo de estimular a população de baixa renda a se corresponder através de cartas pagando um preço simbólico pela selagem.
Como eu fazia? Ia numa agência dos correios, comprava alguns selos, escrevia a carta, selava com um selo de 1 centavo e colocava em qualquer caixa de coleta espalhadas pela cidade.
Pronto! Simples, eficiente, justa e barata.
Mas agora as coisas mudaram. “Correios estão sem selos de R$0,01 para carta social.” Leiam este link e a seguir tomei as devidas providências já que constatei pessoalmente esta falta de selos.
Existem algumas regrinhas para enviar uma carta social. Eis elas:
> O conteúdo total não deve pesar mais do que 20 gramas (cerca de 1 folha A4 sulfite de conteúdo);
> O envelope deve ser preenchido totalmente a mão e a caneta;
> Na parte do destinatário, deve-se escrever “carta social”.
Como não há mais selos, resolvi “selar” com moeda.
Bem, não sabia ao certo o que iria acontecer. Se a carta iria chegar, se iria voltar.
E hoje, para a minha surpresa recebo uma carta da ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos com o seguinte conteúdo:
Achei demais! Eles me enviaram a notificação e o alerta de como proceder e pasmem, o meu troco!
Conclusão: Guardem suas moedas de 1 centavo e enviem suas cartas sociais. As leis funcionam porém o grande problema é que no Brasil sempre tentam em levar vantagem. E o melhor: já tenho mais 4 cartas para serem enviadas sem precisar receber o troco! Hahahaha
Abraço a todos e quem quiser me mandar uma carta, tenha certeza que respondo!
6×0.
Música de Segunda #62: Band On The Run – Dave Grohl.
Vazou! O The Suburbs do Arcade Fire
Há muito não escrevia por aqui. Especialmente pro Vazou!, um pouco por falta de vazamentos importantes (depois de uma época turbulenta de discos vazados em abril e maio), um pouco por preguiça falta de tempo. A gente pode lembrar do disco da M.I.A que saiu esses dias, talvez tenha sido o mais relevante (não exatamente o disco, que não é muito bom).
Mas os bons dias voltaram e estamos prestes a alguns dos lançamentos mais importantes do ano: Klaxons, Interpol, of Montreal e, principalmente, Arcade Fire, a banda mais cultuada do indie atualmente. Vazou The Suburbs, o terceiro disco do grupo canadense.
Tudo começou com uma carta no site oficial, dizendo ter 2 músicas, um single. Ok, Month of May e The Suburbs foram reveladas. Dias depois (em junho) eis a notícia: um disco novo (esperado há praticamente 3 anos, desde o lançamento de Neon Bible em 2007) pra logo, bem logo (02 e 03 de agosto). Depois: 16 músicas (!!). Depois: 8 capas (ok, praticamente iguais). Depois: um vazamento falso. Depois: uma crítica da BBC que o comparou ao OK Computer, o hiper-clássico do Radiohead, achando-o melhor. Isso tudo foi atiçando os ouvidos famintos da poesia, das angústias e da beleza do som do Arcade Fire. Ontem, enfim, vazou o disco.
O início é familiar, com a bela The Suburbs, ditando a saga do disco: uma viagem sentimental e reflexiva pelos subúrbios, mais ou menos como uma enorme metáfora para o mundo e para a vida. É um passeio mais fácil do que o apocalíptico de Neon Bible, e um pouco mais racional que o clássico Funeral, mas que exige algum tempo e novas audições para ser bem digerido, musical e liricamente.
Modern man, fantástica, lindíssima, intensa e tocante, é uma das faixas que traz o Arcade Fire clássico. Mas as surpresas ficam por conta dos sintetizadores, discretos e submersos entre violinos, contrabaixos, e guitarras de Half Light II, e predominante em Sprawl II, onde consegue uma bela harmonia com o preciosismo da banda e a voz de Régine Chassagne. Nos anos 80 seria um clássico.
City With No Children traz um quê de Bruce Springsteen (guardadas devidas proporções). Já Half Light I é fantasiosa e etérea.
O vocal de Win Butler continua eficiente, sem muita novidade mas versátil (ouvir Suburban War e Month of May na sequência pode ajudar a entender). A banda continua sublime.
Apesar de petardos como Deep Blue e We Use to Wait, os momentos finais do disco, que tem uma hora e três minutos de duração, são menos intensos, mas não chegam a macular o álbum.
Não há o que se questionar quanto a maturidade musical do Arcade Fire — isso talvez desde o primeiro disco –, mas se tratando de uma grande banda indie a cobrança é forte, as responsabilidades são maiores. The Suburbs é um grande disco, mas talvez fosse mais festejado se fosse de outra banda. Em se tratando de Arcade Fire pode desapontar alguns.
E depois de uma hora de audição, Win Butler diz: “If i could have back all the time we wasted I don’t wanna waste it again… if i could have it back, you know i’d love to waste it again…”. A segunda opção é a mais correta, será sempre bom gastar essa hora novamente.
Ouve, é excelente.
5×0.
Sandy from Jacques Magazine on Vimeo.
Teaser Oficial – Bruna Surfistinha.
Aos amigos e aos inimigos!!!!!
Música de Segunda #61: Billie Jean – Aloe Blacc.








